As andorinhas de Tapiraí

A Serra, hoje conhecida também como das Antas, abriga uma espécie de ave muito famosa no país: a andorinha. É claro que andorinha não é lá um pássaro difícil de ser visto. O seu peito branco e papo laranja, logo abaixo das penas negras, sobrevoam muitos céus do Brasil, até mesmo o de grandes cidades. Mas foi esse território, hoje erroneamente conhecido como “das antas” que as andorinhas, muitas delas, fizeram verão.

Para chegar lá é preciso pegar a estrada que liga a cidade paulista de Piedade ao Vale do Ribeira, que é um daqueles achados para quem gosta de entrar num carro e se aventurar sem precisar de uma 4×4.

Ao chegar perto da serra, próximo à Tapiraí, o motorista sente o ar fresco da Mata Atlântica invadindo as janelas. A estrada de duas pistas (a famosas “uma que vai, uma que vem”) é tortuosa, sem acostamento, sempre margeada e coberta por uma densa mata verde.

O nome Tapiraí, em tupi, quando bem traduzido, quer dizer “rio das andorinhas”. Tapira é o nome indígena para andorinha. Por um erro etimológico, o lugar ficou conhecido como “rio das antas” que, em tupi, seria Taipiri, e não Tapiraí.

Fato é que as andorinhas, que não falam nem tupi nem português, não se importaram com o fato, e ainda continuam a serem vistas aos montes na região. Quem quiser parar na Cachoeira da Fumaça, no restaurante Cabeça de Anta, ou até mesmo em um inusitado boteco de empanada chilenas chamado El Caminito, poderá encontrar esses simpáticos pássaros a colorir de preto, branco e laranja todo o trajeto.

Por Thiago Majolo

 

 

Ler mais