Cabras podem causar extinção da ararinha-azul, diz coordenador de projeto

 

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“O fator mais importante foi o tráfico de animais”, diz Ugo Vercillo, do Projeto Ararinha na Natureza. “A ararinha é pequena, bonita e domesticável. Isso a torna atraente à venda ilegal [proibida por lei]”.

Além disso, as ações humanas causaram alterações no ecossistema (ambiente) do animal. Vercillo cita a barragem do rio São Francisco, que foi interrompido para a construção de uma usina hidrelétrica em Sobradinho, na Bahia. Segundo ele, apesar de não haver comprovação científica, isso pode ter causado alterações significativas no ecossistema da ave.

“As ararinhas faziam ninhos e se protegiam na árvore Caraibeira. Com essa mudança, a quantidade de Caraibeiras diminuiu”, explica.

Outo inimigo da ararinha, de acordo com Vercillo, e a cabra, que também leva culpa por alterar a caatinga.

Muitas famílias que moram na região deixam as cabras soltas. “Elas comem tudo. Se bobear, comem até roupa”!

O projeto, portanto, tem outros desafios, alem da reprodução de aves. É preciso criar uma reserva ambiental na Caatinga — e descobrir um jeito de não deixar as cabras soltas por lá.

 

 

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Ararinha azul

ararinha-azulA Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma arara restrita ao extremo Norte do estado brasileiro da Bahia ao Sul do rio São Francisco.

Tal espécie chega a medir até 57 cm de comprimento, com plumagem azul, com asas e cauda muito longas e mais escuras, bico negro com grande dente maxilar e íris amarelo-mostarda. Está seriamente ameaçada de extinção, não sendo mais vista em vida selvagem. Também é conhecida pelos nomes de arara-celeste, arara-do-nordeste e arara-spixi. Seu nome específico é uma homenagem ao naturalista alemão Johann Baptiste von Spix.

Características

É uma espécie que só ocorre na região do Nordeste brasileiro, em especial nos estados da Bahia, Piauí e Maranhão e áreas úmidas do sertão, onde riachos temporários permitem a existência de árvores mais altas, característica típica da região, no extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco

Apresentam características especiais, pois ao longo de sua vida têm apenas um parceiro, formando casais fiéis por toda a vida. Se algum deles morre, o outro permanece sozinho ou apenas se integra a um novo grupo.

A ararinha-azul faz ninho em ocos de árvores bem altas e antigas. Em decorrência de corte indiscriminado de árvores da caatinga, aonde restam apenas árvores mais jovens, não tão desenvolvidas e altas, têm dificultado em muito a reprodução desta espécie, inclusive sua adaptação às novas condições.

Extinção na natureza

O maior responsável pelo desaparecimento desta ave é o homem devido ao intenso tráfico. Os compradores são atraídos pela sua bela cor azul e principalmente pela ganância de possuir uma espécie tão rara. Um exemplar da ararinha-azul chega a custar no mercado negro milhares de dólares.

Atualmente existem apenas 78 exemplares da ararinha-azul no mundo, o que a torna uma das mais raras espécies vivas. Destes, apenas oito podem ser encontrados no Brasil.sendo que dois estão no zoológico de São Paulo. Apesar de serem um casal, as ararinhas-azuis do Zoológico de São Paulo nunca tiveram filhotes.

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