Ventre-Laranja, Laranjinha, Guarda marinho

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Com massa corporal de 5 a 8 gramas, LARANJINHA está entre os menores Estrildian achados. Apesar da aparência de colorido, esses pequeninos são tão frágeis, mas estão entre os mais resistentes e mais fácies das raças Africanas.
Não se admira que eles são tão populares e estão na lista dos mais desejados pelos admiradores.
A gama de casa dessa jóia aviária é bastante grande e pode-se encontrá-los em muitas partes da África.
A distribuição dos chamados “LARANJINHAS” vai do Quênia até a África do Sul. Considerando que o LARANJINHA está em casa na parte norte da área de uso das espécies.
 Eles habitam a parte norte da Mauritânia até a Etiópia e sudoeste da Arábia, enquanto a terceira sub-espécie A. s. nietha.., que é praticamente inexistente em cativeiro, ocorre no sul da Angola até a Zâmbia e oeste de Malawi. A distribuição das sub-espécies sobrepõem consideravelmente, pois não existem muitos pássaros nessas zonas de fronteiras que se pareçam de forma intermediária que se possa fazer a identificação e, às vezes, torna-se impossível.
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As espécies gostam de terras alagadas e áreas cobertas por gramíneas altas e papiros. Normalmente podem ser encontrados ao longo de rios ou áreas inundadas.
Mas essa espécie não se restringe a essas áreas alagadas, e podem ser encontradas em pastos das planícies superiores, bem como na bordadura das florestas ou no entorno de aglomerações humanas. Surpreendentemente, essa espécie pode ser encontrada a partir das planícies até 2.400 metros de altitude, como no caso da Etiópia.
Esses minúsculos pássaros mostram a enorme flexibilidade em termos de escolha de habitats – um comportamento que se torna fácil para nós oferecermos um ambiente adequado em nossos viveiros.
No campo LARANJINHA se alimenta basicamente de pequenas sementes de gramíneas, que podem ser maduras, mas preferencialmente ainda verdes.

Colahan (1982) enumerou as seguintes plantas como alimento para as espécies: Setaria sphacelata, Rhynchelytrum repens, Digitaria milanjiana, Panicum novenmere e Hyparrhenia cymbaria.S. shacelata, P. novenmere e H. cymbaria também foram encontrados na cultura dos filhotes.
As populações do norte parecem construir seus próprios ninhos, como é costumeiro entre Estrildian. As populações sulinas, no entanto, raramente parecem construir seus ninhos, pois se apossam de ninhos abandonados. Eles restauram um pouco e colocam penas no ninho, de preferência da cor branca.

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LARANJINHA chegou cedo na Europa e eram as espécies de aves mais fáceis de se conseguir, pois sempre estavam disponíveis para importação. Assim como em muitos casos, eram pássaros comuns e baratos e criou-se um grande interesse. Agora eles começaram a ficar raros e o preço aumentou. Mas ao contrário de muitas outras espécies, há grandes chances de que conseguiremos manter a espécie em cativeiro, mesmo se não for capturado nenhum pássaro selvagem.
Esses amáveis pássaros estão entre os mais resistentes e duradouros que vem à minha mente. A vida útil de 6 a 7 anos é comum, mas também existem aves antigas, como de 10 e 11 anos e são mais comuns em LARANJINHA que em outro Waxbill que eu conheço. Além disso, alguns pares são muito bons reprodutores. Averiguamos um de nossos pares e este criou 54 filhotes durante um período de 6 anos. Eles foram importados do campo, em fase de penas adultas, quando chegamos a eles.
Apesar do pequeno tamanho das aves, estas não devem ser mantidas em gaiolas pequenas. Eles são muito ativos em lugares apertados. Nossa menor gaiola tem dimensão de 1,2 x 0,6 x 0,6 metros. Um canto da gaiola deve oferece cobertura e proteção em forma de palhetas e alguns arbustos fixados na borda. Essas estruturas ajudam muito na aceleração do processo de se estabelecer em um novo ambiente. É muito importante o espaçamento da tela. Os filhotes podem passar entre os vãos.
Os pássaros utilizam todo o viveiro, escondem-se e procuram abrigo na vegetação densa. Como os seus parentes, LARANJINHAS alimentam-se de comida no chão. Provavelmente só o Quail e Locust passam mais tempo em terra. Os LARANJINHAS lidam bem com as temperaturas que ocorrem no sul da Alemanha, e nós mantemos muitos pássaros em viveiros fora da casa, durante o mês de maio até o fim de setembro (primavera).
Muitas vezes, eles ficaram alojados juntamente com variedades de outros Waxbills e a convivência é boa, tirado o intervalo de construção do ninho, e este foi fortemente defendido, não importando se o intruso fosse o dobro do tamanho do defensor – que foi afugentado.
Durante o período em que não há reprodução, LARANJINHA pode ser mantido com outros pássaros da mesma espécie sem problemas.
A perda de penas, pelo fato de outras aves removerem a pena ou o próprio pássaro remove suas próprias penas, não é um problema quando o viveiro fornece alguma vegetação e locais para esconderijo – quanto mais pássaros, mas vegetação se deve ter.
Esses pássaros nunca serão tão domesticados e mansos como Lavender Waxbills, pois eles tendem a manter distância até mesmo quando o criador põe comida e outros atrativos. Mas eles não são como alguns papagaios, que quase entram em pânico.

Felizmente a nutrição não é um pesadelo. Eles não são exigentes, como outras espécies. Logicamente, como são pequenos não devemos oferecer sementes grandes. As sementes minúsculas ajudam a mantê-los ocupados e em condições saudáveis o corpo. Quando eles são forçados a se alimentar de sementes grandes, muitas vezes têm problemas de saúde.
Os pássaros adoram alguma planta verde brotando e nós semeamos algumas gramíneas em vasos pequenos. Quase todas as aves vão imediatamente procurar as plantas.
Para aumentar a prole, nossos pássaros usam uma quantidade considerável de alimento vivo. A comida favorita deles são pupas de formigas frescas e congeladas. Como nunca temos esse alimento em quantidade suficiente, nós ficamos muitos felizes, pois nossos pássaros aceitam também alguns outros insetos pequenos. Como na maioria das aves que se alimentam de comida no chão, o LARANJINHA aceita melhor os novos alimentos se forem oferecidos no chão do viveiro, ao invés de colocar em recipientes e tigelas.
Portanto, temos algumas bandejas em desenvolvimento em laboratório fotográfico. Nós oferecemos uma mistura de solo com sementes germinadas e insetos vivos, bem como alguns ovos. Evidentemente deve-se mudar a mistura todos os dias e fazer a limpeza da bandeja, antes de colocar o novo solo. Esse método é bem aceito pelos LARANJINHAS, pois eles devem, pelo menos, tentar conseguir o alimento. Com esse método tivemos poucos pares que não tomaram conta de seus filhotes.
Alimentos verdes podem ser oferecidos em grande quantidade sem problemas.
No campo, as diferenças sazonais na disponibilidade de alimentos são grandes, com muita comida de alta qualidade na época de reprodução e pouca comida no período em que não se reproduzem.
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210_1029Tentamos simular essa sazonalidade uma vez por semana durante a estação não reprodutiva. E durante a reprodução eles receberam todo o alimento. Esse conceito de sazonalidade não só ajuda a manter as aves em boa forma, como também ajuda a sincronizar as aves para a próxima época de reprodução.
Areia, ossos e conchas devem estar disponíveis diariamente, assim como ovos cozidos e cascas esmagadas. Para prevenir a má colocação de ovos, começamos a pulverizar sementes com Nekton MSA à dois meses antes da época de reprodução.
Assim como na comida, os LARANJINHAS não são exigentes na hora de construir o ninho. Eles constroem seus ninhos com matagal denso, bem como caixas artificiais para ninhos. O talento de construção do ninho se difere de indivíduo para indivíduo. Alguns ninhos parecem obra de arquitetura sólida, enquanto que outros se parecem mais com obras modernas, alguns sem tetos, e digamos, bem mal feitos. Essas diferenças são típicas de espécies.
As aves aceitarão capim seco ou fibra de côco como material para a construção do ninho e dentro dele, eles preferem penas brancas. Geralmente o tempo de construção do ninho vai de 2 a 7 dias e o primeiro ovo é colocado antes mesmo do ninho estar pronto. A média de ovos colocados vai de 4 a 6. A incubação leva de 12 a 14 dias. Os filhotes são escuros com penagem amarelada. Quando os primeiros desses capetinhas são manchados no ninho, os pais vão começar a busca por insetos. Nossos pássaros ficaram ocupados por horas cavando na sujeira oferecida nas bandejas. A grande vantagem de oferecer alimentos nessas bandejas é que as sementes permanecem mais tempo vivas e as aves são mantidas ocupadas na busca pelo alimento.

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Como já foi mencionado, tivemos poucos casos em que nossas aves não conseguiram aumentar sua prole – em todos os casos as aves começaram muito cedo com os esforços pela procriação. Nós nunca tivemos que separar um par porque eles não se combinavam. Parece que as aves não são exigentes na escolha de seus companheiros.
Se tudo ocorrer bem, os filhotes irão empenar em torno de 17 a 19 dias após a eclosão do ovo e muitas vezes voltam para o ninho para se empoleirar nos dias seguintes. Duas semanas depois já estão se alimentando por conta própria, mas se o viveiro é grande o suficiente, não há necessidade de separá-los antes de terminar a troca de penas. Com três meses eles são menores que seus pais. A situação é diferente se o casal reprodutor é mantido em gaiola, porque os filhotes curiosos perturbam a mãe na hora de colocar novos ovos.
Nós raramente fomos capazes de manter os filhotes junto dos pais mais do que 2 semanas, pois após esse tempo o filhote já pode sobreviver e não atrapalhará a fêmea na próxima ninhada. Nunca conseguimos mantê-los mais do que 4 semanas.
Eles podem ser pequenos, mas possuem um canto impressionante. Não só o macho, mas os filhotes podem ser facilmente ouvidos quando imploram por algo, com apenas 4 ou 5 dias.
Até chegarem as penas, eles criarão muitos ruídos, mas honestamente, não existe um ruído tão doce do que um LARANJINHA saudável, implorando altamente por algo.
Eu espero que muitos amantes dos LARANJINHAS terão o prazer de ouvir esse doce barulho no futuro.

 
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Mutum de penacho

Nome Científico: Crax fasciolata

Família: Cracidae

Ordem: Galliformes

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Distribuição: Ao Sul do Rio Amazonas, região entre o Rio Tapajós e o Maranhão; do Brasil central vai até o oeste de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Encontrado também na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Habitat: Habita o chão de florestas de galeria e bordas de florestas densas, mas também cambarazal, cerradão, buritizais, áreas abertas, plantações, praias fluviais, matas ciliares e secas.

Alimentação: Frutos, folhas, brotos e flores de plantas (este último, caso do ipê). Eventualmente também caça caramujos, gafanhotos, pererecas, lagartixas e outros pequenos animais.

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Reprodução: O ninho é feito sobre as árvores, numa grande maçaroca de galhos e folhas, a quatro metros de altura ou mais. A fêmea coloca de 2 a 3 ovos, que normalmente são chocados durante um mês. Os filhotes já nascem de olhos abertos e agitados. Tanto que, vez ou outra, já abandonam a cauda da mãe (costumam dormir sobre as suas asas) para se aventurar pelos galhos. Os filhos acompanham os pais por alguns meses. O período reprodutivo vai de julho a novembro.

Conservação: Ameaçado de extinção.

Espécie mais conhecida de mutum. A caça é hoje a principal razão para a ameaça de extinção do mutum-de-penacho. Ave de beleza ímpar, tanto na versão masculina, como feminina.

Com cerca de 85 centímetros de comprimento e 2,8 kg, é conhecida também, no Pará, por mutum-pinima. O nome refere-se à fêmea, já que descreve como são as suas penas: “mutum-cheio-de-pintas”.

Na verdade, são uma espécie de listra. Mas a palavra mutum, em si, também refere-se ao canto territorial do macho, que é gutural e bem alto. Muitas vezes o emite à noite. O famoso e popular penacho também merece destaque.

Em geral o mutum vive aos pares ou em pequenos grupos. Apesar de passarem a maior parte de seu tempo no chão, na hora de dormir elegem o alto das árvores para descansar, até por uma questão de sobrevivência.

O poleiro é sempre o mesmo, exceto em noites claras de lua, quando ficam inquietos daqui para lá. O seu nervosismo é marcado por um fechar e abrir da cauda, sacudir a cabeça lateralmente e eriçar o tal penacho.

Nos lugares onde não é perseguida, essa ave aproxima-se facilmente das casas e até faz sua alimentação no quintal ou terreiro, junto à criação doméstica.

Saiba mais:

“Ornitologia Brasileira”, de Helmut Sick

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Gaviotinha monja

É um pássaro de cor cinza escuro, com algumas plumas brancas, é caracterizado pelo seu bigode branco de destaque e pele amarela.  Mede aproximadamente 40 cm e possui bicos de cores alaranjadas, possui coloração cintilante semelhante a um pombo comum.

Voa com agilidade sobre os mares que cercam as costas, caçando pequenos peixes que ficam na superfície e também se alimentam de crustáceos e restos de alimentos de leões-marinhos e outros animais. Faz ninho em rochas, falésias e montanhas próximas ao mar, não possui predador direto.

É uma ave marinha que habita a América do Sul. Se encontra em regiões costeiras do Peru e Chile. É a única ave de nome científico Larosterna inca – Inca Tern -, é da família dos Charadriformes.

 

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Coleirinho

coleirinho (Sporophila caerulescens), coleirinhapapa-capim ou papa-arroz é uma ave do gênero Sporophila.

Seu habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica eNordeste. Devido ao crescente desmatamento observa-se o aparecimento destas aves em regiões urbanas, sendo avistados nos quintais das casas e nas ruas das cidades, à procura de alimento. Alimenta-se principalmente de pequenas sementes.

 

Quando criada em cativeiro, sua dieta baseia-se em alpiste. É uma ave muito aprecida por criadores, profissionais e amadores, devido à beleza de seu canto. Na região sudeste, os criadores classificam o coleirinho em dois diferentes tipos levando em consideração o seu canto: Tuí-Tuí(ou Macaquinho) e o Grego, sendo o primeiro de canto mais puro e melodioso, consequentemente mais valorizado. Reproduz-se entre agosto e fevereiro, sendo que em algumas regiões e em casos de abundância de alimento pode reproduzir-se durante todo o ano, principalmente em regiões de clima quente. Sua ninhada geralmente constitui-se de dois filhotes, os quais são valentemente protegidos pelos pais contra predadores, não obstante seu tamanho reduzido. Formam casais fiéis, e sua reprodução em cativeiro se dá facilmente, necessitando apenas de um espaço amplo, preferencialmente acima de 2 metros quadrados, sendo que sua cópula acontece com a fêmea parada e o macho a sobrevoa durante longos períodos. O macho possui um colar branco e negro ao lado da garganta, a fêmea possui cor parda, sendo mais escura nas costas. A fêmea não é canora.

Wikpedia

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Saíra apunhalada

 

 

 

A saíra apunhalada (Nemosia rourei) é uma ave em perigo crítico de extinção, com último registo na Fazenda Pindobas IV, em Conceição do Castelo Espírito Santo, onde poucos espécimes têm sido vistos desde 1998. Até esse último registo, a saíra apunhalada só era conhecida pelo animal usado para sua classificação taxonómica no século XIX, colectado em Muriaé, Minas Gerais (existem dúvidas com relação ao local, talvez tenha sido em Macaé, Rio de Janeiro), e pelo registo visual de oito aves em 1941 no Espírito Santo.
Há relatos de prováveis registos visuais, em 1992, na Reserva Biológica Augusto Ruschi (Santa Teresa, Espírito Santo), e na Fazenda Pedra Bonita, em Minas Gerais. Porém, expedições posteriores na Fazenda Pedra Bonita não tiveram sucesso no registo da espécie.
Vivem em florestas húmidas no alto de montanhas, em altitudes entre 900 e 1100 metros e alimentam-se de artrópodes.

A Saíra-apunhalada (Nemosia rourei) ficou desaparecida por mais de 50 anos dos registros oficiais e foi redescoberta em 1998, em uma IBA localizada nos remanescentes da Mata Atlântica, no Espírito Santo. A Save Brasil trabalha, junto com o governo estadual, para criar o corredor ecológico “Saía-apunhalada” e, ainda, transformar a ave em símbolo da região.

 http://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%ADra-apunhalada
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Cacatua

Cacatuas são psitaciformes e pertencem a família Cacatuidae, uma das características mais marcantes da Cacatua é que ela se parece e muito com os papagaios devido ao seu bico que tem forma de banana e também a morfologia dos seus pés que possui dois dedos para a frente e dois para trás.

As principais diferenças entre a Cacatua e o papagaio são a sua crista móvel e também a sua plumagem de cores simples.

A Cacatua é uma ave bem barulhenta e colorida, os pés da Cacatua tem grande capacidade de mobilidade e são usados tanto para andar como para subir em árvores e também se servir a boca com comida. A crista móvel da Cacatua se ergue quando está em exibição de corte.

As cacatuas têm distribuição geográfica restrita à Oceania (mais precisamente, nas florestas australianas) e em ilhas vizinhas, no Pacífico. Há cerca de 20 espécies de cacatuas.

Os estudiosos acreditam que existem cerca de 20 espécies de Cacatuas.

Características Gerais

Asas: As cacatuas são boas voadoras. Suas asas são afiladas ou arredondadas. Quase sempre voam em bandos barulhentos, que podem ter desde pares até centenas de aves.

Bico: Alimentam-se basicamente de vegetais e sementes. Usam o bico para quebrar e abrir sementes e nozes ou para morder frutos. A maxila superior, maior que a inferior, tem relativa mobilidade. Termina em um gancho pontudo, que utiliza para se alimentar e escalar. A língua costuma ser grossa e áspera.

Pés: Usam-nos para andar, subir em brinquedos e escalar objetos (ou a gaiola), pegar a comida e levá-la à boca.´

Alimentação: A ração destas aves deve ser adquirida em uma casa de aves (ou de rações),de preferência misturas nutritivas, parecidas com a de papagaio, e devem ser considerados ainda suplementos de frutas ou suplementos vitamínicos. Quando estiver calor,é aconselhável que borrife as suas penas com um borrifador. Na Natureza, estas aves vivem em ambientes relativamente úmidos,sentindo a necessidade desses borrifos.

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Urutau

 

O urutau é uma ave de hábitos noturnos. Sua alimentação é constituída basicamente de insetos que pega durante o voo, principalmente os grandes, porém pode comer outros animais de pequeno porte, como morcegos, lagartos e também e pequenos pássaros.

 

Sua principal característica é a sua plumagem para se camuflar. Normalmente se passa por um pedaço de madeira, um galho de árvore ou mesmo troncos partidos ou em pé. Costuma ficar estático, não se assustando facilmente.  Alcança até 37 cm fora a cauda. Não é uma espécie acostumada ao convívio urbano.

 

Reino:         Animalia
Filo:            Chordata
Classe:        Aves
Ordem:       Caprimulgiformes
Família:       Nyctibiidae

Gênero:       Nyctibius

Espécies:

  • Nyctibius griseus (Gmelin, 1789) – Urutau-comum
  • Nyctibius grandis (Gmelin, 1789) – Mãe-da-lua-gigante
  • Nyctibius aetherus (Wied-Neuwied, 1820) – Mãe-da-lua-parda
  • Nyctibius leucopterus (Wied-Neuwied, 1821) – Urutau-de-asa-branca
  • Nyctibius bracteatus Gould, 1846 – Urutau-ferrugem
  • Nyctibius maculosus Ridgway, 1912
  • Nyctibius jamaicensis (Gmelin, 1789)

O urutau (Nyctibius griseus), pássaro que em tupi-guarani significa ave-fantasma, durante o dia permanece totalmente imóvel sobre um tronco, um galho ou um mourão de cerca. À noite, faz ecoar um canto melancólico, parecido com um lamento humano.

O urutau vive em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados e é encontrado da Costa Rica à Argentina. Põem um único ovo que é chocado pelo macho. O tempo de incubação dura, aproximadamente, 33 dias. O filhote permanece mais 51 dias no ninho, um dos períodos de desenvolvimento mais longos para as aves no continente americano.

O pássaro adulto possui cerca de 37 centímetros de comprimento e 160 gramas de peso. Muitas vezes é confundido com uma coruja porque possui olhos grandes e desproporcionais ao tamanho da cabeça larga e achatada. À noite, quando iluminados por uma lanterna, os olhos refletem uma luz avermelhada, visível a grande distância. A boca, enorme, é parecida com a de um sapo cururu. Essa aparência assustadora é usada como arma para afastar a maioria dos predadores.

O urutau possui outro mecanismo de defesa. São duas aberturas instaladas em suas pálpebras. É por esse “olho mágico” que ele consegue enxergar em todas as direções sem precisar mexer muito a cabeça. Essa fenda também controla o movimento que ele faz quando algum predador se aproxima. Lentamente, ele estica o corpo e levanta a cabeça até a cauda tocar o tronco. Sem abrir os olhos, a camuflagem se torna tão perfeita que o inimigo não consegue percebê-lo. Com isso, confunde-se com uma ponta de galho seco ou o prolongamento de uma estaca, uma camuflagem chamada “mimetismo de galho”.

O urutau só dorme quando se sente totalmente seguro. Sai à noite para se alimentar de insetos noturnos, em especial de grandes mariposas, cupins e besouros. Ele caça em vôo, nunca pousa no chão, preferindo voar alto de uma árvore para outra.

 

O pássaro também atrai várias lendas. Na Amazônia acredita-se que as penas da cauda do urutau protegem a castidade. Por isso, a mãe varre debaixo das redes das meninas com uma vassoura feita com estas penas. Outra lenda garante que aquele que escrever uma carta para a pessoa amada com a pena do urutau terá o amor correspondido.

 

 

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Emu

O Emu é a maior ave nativa da Austrália e o segunda maior ave do mundo, atrás da avestruz. O Emu é mais comumente encontrado em áreas arborizadas, mas comuns por toda a Austrália. Estudos mostram que emus parecem evitar as florestas densas e em grande parte povoadas. Embora essas aves preferem estar em terra, onde há muito para comer, e também gostam de saber exatamente o que está ao seu redor.

Curiosidades
O Emu nao podem voar, mas compensa com a suas pernas bem desenvolvidas que o torna mais rápido que um cavalo. vivem em grupos em harmonia com os cagurus. São animais nômades, raramente ficam no mesmo lugar por muito tempo, podem caminhar longas  longas distâncias, a fim de encontrar mais comida.  Emus têm pescoços longos e pernas longas , em comparação com o tamanho do corpo.

Na Austrália, existem enormes fazendas de emu onde sao criados para para a extracao de óleo, carne e couro.  O oleo chamado de Emu petróleo é usado para fins medicinais, quando esfregado na dor das articulações e é comumente usado em todo o mundo, principalmente para lesões esportivas e também para artrite. Emus pode crescer cerca de 2 metros de altura e ter ter pernas extremamente macias.
Emus são aves onívoras alimentando-se principalmente de frutos, sementes e insetos. Emus são geralmente encontrados perto da água e não são, portanto, interessado em regiões mais áridas.  No entanto, a introdução de melhores suprimentos de água para o interior da Austrália fez com que, apesar da diminuição da população de emu selvagem , seu alcance se ampliou.
Emus formar casais durante o verão australiano (dezembro) e acasalamento ocorre geralmente quando o clima fica mais frio, alguns meses depois. O emu fêmea pode colocar até 20 ovos (embora 12 é o número médio), que eclodem depois de alguns meses. A ema macho come muito pouco ao longo do processo de criação e é ele que incuba os ovos. Até o momento o emu nascem os filhotes, a ema macho perdeu uma quantidade considerável de peso corporal e as vidas de suas reservas de gordura.
Emus têm poucos predadores devido ao seu grande tamanho e velocidade rápida. Atualmente são mais comumente atacados por cães selvagens e crocodilos e são caçados pelo homem. Seus ovos são comidos por muitos animais, incluindo cães,  aves de rapina e répteis de grande porte. Os Emus tendem a viver entre 10 e 20 anos em estado selvagem, embora não seja incomum para um emu ter mais do que 30 anos de idade, especialmente quando em cativeiro. Emus são conhecidos por serem animais muito versáteis e pode facilmente adaptar-se a diferentes ambientes.
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ESTORNINHO-MALHADO

Nome científico: Sturnus vulgaris

 

 O estorninho-malhado é uma pequena ave (25 cm de comprimento) de cor negra, com reflexos verdes e púrpura e que no Inverno – altura do não em que se encontra em Portugal – tem a plumagem densamente salpicada de cinzento.

Estes pássaros estão associados quer às orlas dos bosques ou florestas quer aos terrenos de cultura; barulhentos e bons imitadores, inquietos, gregários, juntam-se nas dormidas em bandos de milhares de indivíduos.

NOTA: Há em Portugal um outro estorninho, o estorninho-preto (nome científico: Sturnus unicolor), muito semelhante ao estorninho-malhado (de Verão tem uma plumagem preta e de Inverno só muito levemente manchada), residente (encontra-se na Península Ibérica e no Norte de África durante todo o ano) e que devido a convenções internacionais é proibido caçar.

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Agaponis

História

Todos os agapornis são oriundos do continente africano, com excepção de uma das espécies, a cana, que vem da ilha de Madagáscar. As aves vivem numa vasta região na costa ocidental da África do Sul, chegando a aparecer até na Namíbia, entre vegetações de pequenos arvoredos abertos e secos, e em alguns casos podem ser vistos em montanhas com até 1600 metros. Segundo alguns pesquisadores e autores literários, o agapornis foi descoberto no ano de 1793, no entanto, só em meados de 1860, Hangenbeck trouxe para a Europa algumas aves de cor selvagem verde. Daí em diante, o agapornis passou a ser um dos periquitos mais conhecidos do mundo. A palavra agapornis tem origem no grego e significa “pássaro do amor”, pois segundo uma lenda, estes pássaros formam casais inseparáveis e na morte de um deles, o outro não se acasala mais. Na realidade, a criação destes pássaros demonstra-nos que isto não passa de uma lenda, já que vários casais podem ser trocados sem problemas, muitas vezes com o objectivo de melhorar o padrão de cores ou o porte desta ave.

Espécies

Agapornis significa em grego “pássaro do amor” – agape = amor; ornis = pássaro.
O género Agapornis divide-se em nove espécies, distribuídas por 2 grupos:Agapornis de anel ocular:

  • Agapornis personatus
  • Agapornis fisheri;
  • Agapornis nigrigeni;
  • Agapornis lilianae.

Agapornis sem anel ocular:

  • Agapornis roseicollis
  • Agapornis taranta
  • Agapornis canus
  • Agapornis pullarius
  • Agapornis swinderniana

Destas nove espécies, apenas alguns têm dimorfismo sexual, que é o caso do A. taranta, A. canus, A. pullarius.

De todas as espécies, apenas o A. swinderniana não se encontra em cativeiro, a razão ao certo ainda não se sabe. As restantes espécies estão bastante difundidas, umas mais do que outras, sendo menos comum a A. pullarius, devido à complexidade da criação. Hoje em dia, exceptuando as 3 principais espécies (rosecollis, fisheri, personatus), as restantes já se encontram notavelmente em grande escala (embora não sejam muito comuns em Portugal).

Temperamento

De maneira geral, os agapornis vivem bem em conjunto, com algumas lutas ocasionais, mas que nunca chega a ser nada mais sério. Podem ser criadas com outras espécies de periquitos, mas não convém juntar com aves mais pequenas ou mais frágeis. Pode criar tranquilamente duas aves numa gaiola, mas nunca deve juntar uma ave inadvertidamente em uma gaiola que já tenha outro animal instalado, já que a nova ave poderá ser vista como um ser estranho e vai ser tratada como tal pelo agapornis já existente na gaiola. Para evitar tal situação, o melhor a fazer é colocar as aves em gaiolas diferentes durante algum tempo, aproximando as gaiolas o maior tempo possível, para acostumá-las uma com a outra.São aves enérgicas e activas, que utilizam quase todo o espaço que tem disponível. Os agapornis que se encontram em gaiola gostam de estar entretidos, e para isto existem brinquedos que podem ser adquiridos em qualquer loja de animais. A única condição é que os “brinquedos”, têm que ser suficientemente resistente para aguentar o forte bico desta ave.

Descrição

O agapornis tem tamanho variado, dependendo da espécie, mas pode variar entre os 14 e os 16 centímetros, e vive entre os 10 e os 15 anos. Entre as espécies conhecidas, estão a roseicollis, nigrigenis, taranta, personata, cana, swinderniana, lilianae, fischeri, e pullaria. A única espécie que não é criada pelo homem é a agapornis swinderniana, que não se adapta em cativeiro.A distinção entre machos e fêmeas não é muito fácil. Os criadores mais experientes podem conseguir distinguí-los de acordo com os ossos pélvicos, que são mais afastados nas fêmeas, mas este método tem uma eficácia de apenas 30%. E em alguns casos, a fêmea pode ser maior do que o macho, mas não necessariamente. Os agapornis são geralmente muito ruidosos e geralmente conseguem chamar a atenção de todos que estão à sua volta, apesar de não serem animais falantes como os papagaios, entretanto, podem balbuciar alguns sons humanos e palavras curtas. A fidelidade entre machos e fêmeas pode ser bem observado na espécie cana, que imita o comportamento um do outro o tempo todo.Um factor comum nesta espécie são as mutações, que são tantas, que torna-se difícil descobrir uma ave com a plumagem original. Há mais de 40 tipos de cores diferentes reconhecidas.

Alojamento

Estas aves podem ser tanto aves de gaiola, como tem sido mais vistas recentemente, ou em aviário em recinto fechado, ou até mesmo ao ar livre. De qualquer modo, a gaiola ou aviário devem ser feitos de um material resistente às bicadas das aves, que são potentes. Não é recomendado que coloque plantas ou outras coisas do género, já que os agapornis podem destruí-la rapidamente. Os agapornis gostam muito de voar e de fazer acrobacias, por isso, talvez a melhor alternativa seja uma gaiola mais alta do que larga. Não necessitam de qualquer aquecimento, mas se estão localizadas num ambiente externo, convém protegê-las da geada, e ter uma espécie de caixa ou abrigo para as noites mais frias.

Alimentação

Quanto à alimentação, os agapornis devem ser alimentados com boas misturas para periquitos, que pode ser completada com quantidades pequenas de frutas, ervas, bagas silvestres, milho painço e alimentos verdes. É importante que durante a gestação, as fêmeas sejam alimentadas com alimentos à base de ovos, ou suplementos. Sempre que possível dever ter à disposição da ave, uma mistura de arenito.

Higiene

Os agapornis gostam do banho, de maneira que as aves criadas em ambiente fechado devem poder tomar banho com facilidade regularmente, mesmo nos meses de Inverno, e, caso não o possam fazer, devem ser borrifadas com um borrifador de plantas com um jacto bem leve. O cuidado com o banho deve ser mantido principalmente nos meses de Verão.

Reprodução

São muito fáceis de criar, mas o acasalamento pode ser mais difícil, pela semelhança entre o macho e a fêmea desta espécie. Só é aconselhável fazer uma criação após o primeiro ano de vida das aves. Os agapornis constróem seu ninho com galhos ou qualquer outro tipo de material seco que são destruídos com o seu, já tão falado, forte bico. As fêmeas podem por entre três a cinco ovos, que chocam por cerca de 20 dias, aproximadamente. As crias só começam a apresentar plumagem após um mês e meio após saírem dos ovos. Os agapornis podem ter várias gestações por ano, mas deve ser evitado mais do que duas gestações no mesmo ano, para isto deve retirar a caixa de ninho.Algumas vezes, após o nascimento das crias, os progenitores podem apresentar um comportamento mais agressivo, sendo apropriado retirar as crias quando isso ocorrer e a situação o permita. Quando se tornam independentes, há uma grande probabilidade das crias serem rejeitadas pelos progenitores, e neste caso, também devem ser separados, assim que possível.
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