Mutum de penacho

Nome Científico: Crax fasciolata

Família: Cracidae

Ordem: Galliformes

Casal-de-mutum-de-penacho

Distribuição: Ao Sul do Rio Amazonas, região entre o Rio Tapajós e o Maranhão; do Brasil central vai até o oeste de São Paulo, Paraná e Minas Gerais. Encontrado também na Bolívia, Paraguai e Argentina.

Habitat: Habita o chão de florestas de galeria e bordas de florestas densas, mas também cambarazal, cerradão, buritizais, áreas abertas, plantações, praias fluviais, matas ciliares e secas.

Alimentação: Frutos, folhas, brotos e flores de plantas (este último, caso do ipê). Eventualmente também caça caramujos, gafanhotos, pererecas, lagartixas e outros pequenos animais.

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Reprodução: O ninho é feito sobre as árvores, numa grande maçaroca de galhos e folhas, a quatro metros de altura ou mais. A fêmea coloca de 2 a 3 ovos, que normalmente são chocados durante um mês. Os filhotes já nascem de olhos abertos e agitados. Tanto que, vez ou outra, já abandonam a cauda da mãe (costumam dormir sobre as suas asas) para se aventurar pelos galhos. Os filhos acompanham os pais por alguns meses. O período reprodutivo vai de julho a novembro.

Conservação: Ameaçado de extinção.

Espécie mais conhecida de mutum. A caça é hoje a principal razão para a ameaça de extinção do mutum-de-penacho. Ave de beleza ímpar, tanto na versão masculina, como feminina.

Com cerca de 85 centímetros de comprimento e 2,8 kg, é conhecida também, no Pará, por mutum-pinima. O nome refere-se à fêmea, já que descreve como são as suas penas: “mutum-cheio-de-pintas”.

Na verdade, são uma espécie de listra. Mas a palavra mutum, em si, também refere-se ao canto territorial do macho, que é gutural e bem alto. Muitas vezes o emite à noite. O famoso e popular penacho também merece destaque.

Em geral o mutum vive aos pares ou em pequenos grupos. Apesar de passarem a maior parte de seu tempo no chão, na hora de dormir elegem o alto das árvores para descansar, até por uma questão de sobrevivência.

O poleiro é sempre o mesmo, exceto em noites claras de lua, quando ficam inquietos daqui para lá. O seu nervosismo é marcado por um fechar e abrir da cauda, sacudir a cabeça lateralmente e eriçar o tal penacho.

Nos lugares onde não é perseguida, essa ave aproxima-se facilmente das casas e até faz sua alimentação no quintal ou terreiro, junto à criação doméstica.

Saiba mais:

“Ornitologia Brasileira”, de Helmut Sick

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Mineirinho


Família: Emberizidae Subfamília:  Emberizinae   Espécie: Charitospiza eucosma


Comprimento: 11,5 cm. Presente no sudeste do Pará, interior do Maranhão, Piauí, Bahia, Minas Gerais, norte de São Paulo, Goiás e Mato Grosso. Em Goiás desaparece com o início das chuvas. Encontrado também na Argentina. Varia de incomum a localmente comum em campos cerrados com árvores e arbustos esparsos. Vive em pequenos grupos, alimentando-se no chão, perto da cobertura de gramíneas, onde se locomove pulando. Também empoleira-se nos arbustos baixos.     Aparentemente é mais numeroso em locais onde o cerrado tenha sido recentemente queimado. O macho apresenta uma crista preta contrastando com os lados da cabeça brancos, as partes superiores cinzas, asas e cauda pretas, e a garganta e o centro do peito pretos, em contraste com a barriga canela; a fêmea é amarronzada e sem o preto na garganta e no peito. Conhecido também como vigilante (Minas Gerais) e bavezinho (São Paulo).

 

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