Curió, que era preto, mas de tão velho está grisalho

Para fazer “moral” com a filha, o genro do aposentado Juarez Duarte, de 72 anos, deu ao sogro um presente inusitado, um curió. O bichinho já chegou preso, lamenta a família, que não conseguiu dar liberdade à ave porque isso comprometeria a sobrevivência. Desde então, além de um novo integrante, os Duarte ganharam um pássaro duro na queda. Já se passaram mais de 30 anos e ele continua vivo, cantando.

Eles tentam compensar a falta de liberdade com carinho. Kengo, como é chamado, já tinha nome e também registro no IBAMA. Em um dos pés do curió, uma anilha tem registrada a data de nascimento do pássaro: dia 30 de agosto de 1983.

Com a idade, ele ficou grisalho. As penas que eram totalmente pretas, agora também são brancas. O canto também já não é tão frequente. “Olha, ele cantou”, é o espanto da fisioterapeuta Tatiane Duarte, de 33 anos, que ainda se surpreende com a energia do amigo. Apenas 3 anos mais velha, ela conta que já chegaram a oferecer R$ 30 mil por Kengo. “Não tem preço, está na família desde que eu sou pequena”, justifica.

Há alguns anos a família e, principalmente, o pássaro, levaram um susto. Um gavião atacou a gaiola de Kengo, e segundo Juarez, o curió teve um infarto. Mesmo assim, com ajuda de um veterinário, ele continuou na ativa.

Quem cuida de Kengo é a dona de casa Cleide Duarte, de 66 anos, e apesar de todo amor que sente pela ave, diz que não quer criar outros pássaros. Garante que só continuou com o curió por ter sido um presente. “Não gosto de passarinho preso”, confessa. Segundo ela, a família nunca quis soltar o animal porque ele não saberia sobreviver na natureza, já que nasceu em cativeiro.

Longevidade – Segundo Juarez, a espécie costuma viver até os 17 anos, quase metade da idade atual de Kengo. Mas se bem cuidado, a vida pode seguir até os 30, no máximo. Por isso, a expectativa faz parte da rotina. Todas as manhãs a família segue o mesmo ritual: ir até a gaiola que fica no quintal torcendo para que Kengo esteja vivo.

Água filtrada e banho várias vezes ao dia, segundo o aposentado, são os motivos da longevidade do pássaro. “Mas o principal é muito carinho”, afirma.

Conhecido pelo canto, para afinar a “voz” do pássaro, o aposentado colocava músicas ao lado da gaiola para treinar o bicho e participar de competições. Ele não decepcionou e chegou a ganhar vários prêmios pela “afinação”.

Um detalhe interessante sobre Kengo é que ele continua virgem. Como nunca foi livre, também nunca aprendeu a se relacionar. “Ele apanhava das fêmeas”, revela Cleide, sobre as tentativas frustadas do pássaro.

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Fonte: http://www.campograndenews.com.br/

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Novos tempos, novas propostas de vida: mas o coleiro persiste!

O famoso canto tui tui de quem já andou em campos abertos ou capinzais do Brasil não se deixa enganar: lá está um coleiro, ou também conhecido como papa-capim.

Coleiro macho 2- foto Luis Florit

Mas para além deste seu habitat natural, o coleiro também foi uma espécie que fez e ainda faz muito sucesso entre os criadores de pássaros e entre a meninada em geral. Quase todos que já tiveram uma gaiola num cantinho da casa, já tiveram um coleiro. De fácil cuidado, alimentado basicamente por alpiste, este belo pássaro costumava ser símbolo dos meninos de antigamente, naquela fase em que eles paravam de atirar em pássaros para criá-los.

É claro que o mundo mudou, que já não se admira mais menino que caça passarinho e quase nem mesmo aqueles que os criam em gaiolas. Mas a verdade é que este símbolo de passagem da vida infantil para a adulta, do menino que caçava para o adulto que cuidava, marcou muitas gerações e tinha em si um papel tão educativo quanto hoje cumpre esse papel a consciência ambiental.

Novos tempos, novas propostas de vida. Mas o coleiro persiste. E porque não lembrar então de lindo texto daquele que foi o mais talentoso cronista deste país: Rubem Braga. Quem tiver um tempinho, leia o texto dele abaixo. É delicioso e marcante como os tuís nos capinzais.  (por Thiago Majolo)

CONVERSA DE COMPRA DE PASSARINHO

          Entro na venda para comprar uns anzóis e o velho está me atendendo quando chega um menino da roça, com um burro e dois balaios de lenha. Fica ali, parado, esperando. O velho parece que não o vê, mas afinal olha as achas com desprezo e pergunta: “Quanto?” O menino hesita, coçando o calcanhar de um pé com o dedo de outro. “Quarenta”. O homem da venda não responde, vira a cara. Aperta mais os olhos miúdos para separar os anzóis pequenos que eu pedi. Eu me interesso pelo coleiro do brejo que está cantando. O velho:

– Esse coleiro é especial. Eu tinha aqui um gaturamo que era uma beleza, mas morreu ontem; é um bicho que morre à toa.

Um pescador de bigodes brancos chega-se ao balcão, murmura alguma coisa: o velho lhe serve cachaça, recebe, dá troco, volta-se para mim: “- O senhor quer chumbo também?” Compro uma chumbada, alguns metros de linha. Subitamente ele se dirige ao menino da lenha:

– Quer vinte e cinco? Pode botar lá dentro.

O menino abaixa a cabeça, calado. Pergunto:

– Quanto é o coleiro?

– Ah, esse não tenho para venda, não…

Sei que o velho esta mentindo; ele seria incapaz de ter um coleiro se não fosse para venda; miserável como é, não iria gastar alpiste e farelo em troca de cantorias. Eu me desinteresso. Peço uma cachaça. Puxo o dinheiro para pagar minhas compras. O menino murmura: “- O senhor dá trinta…?” O velho cala-se, minha nota na mão.

– Quanto é que o senhor dá pelo coleiro?

Fico calado algum tempo. Ele insiste: “- O senhor diga…” Viro a cachaça, fico apreciando o coleiro.

– Se não quer vinte e cinco vá embora, menino.

Sem responder, o menino cede. Carrega as achas de lenha para os fundos, recebe o dinheiro, monta no burro, vai-se. Foi no mato cortar pau, rachou cem achas, carregou o burro, trotou léguas até chegar aqui, levou 25 cruzeiros. Tenho vontade de vingá-lo:

– Passarinho dá muito trabalho…

O velho atende outro freguês, lentamente.

– O senhor querendo dar quinhentos cruzeiros, é seu.

Por trás dele o pescador de bigodes brancos me fez sinal para não comprar. Finjo espanto: “- Quinhentos cruzeiros?”

– Ainda a semana passada eu rejeitei seiscentos por ele. Esse coleiro é muito especial.

Completamente escravo do homem, o coleirinho põe-se a cantar, mostrando sua especialidade. Faço uma pergunta sorna: “- Foi o senhor quem pegou ele?” O homem responde: “- Não tenho tempo para pegar passarinho.”

Sei disso. Foi um menino descalço, como aquele da lenha. Quanto terá recebido esse menino desconhecido, por aquele coleiro especial?

– No Rio eu compro um papa-capim mais barato…

– Mas isso não é papa-capim. Se o senhor conhece passarinho, o senhor está vendo que coleiro é esse.

– Mas quinhentos cruzeiros?

– Quanto é que o senhor oferece?

Acendo um cigarro. Peço mais uma cachacinha. Deixo que ele atenda um freguês que compra bananas. Fico mexendo com o pedaço de chumbo. Afinal digo com voz fria, seca: “- Dou duzentos pelo coleiro, cinquenta pela gaiola.”

O velho faz um ar de absoluto desprezo. Peço meu troco, ele me dá. Quando vê que vou saindo mesmo, tem um gesto de desprendimento: “Por trezentos cruzeiros o senhor leva tudo.”

Ponho minhas coisas no bolso. Pergunto onde é que fica a casa de Simeão pescador, um zarolho. Converso um pouco com o pescador de bigodes brancos, me despeço.

– O senhor não leva o coleiro?

Seria inútil explicar-lhe que um coleiro do brejo não tem preço. Que o coleiro do brejo é, ou devia ser, um pequeno animal sagrado e livre, como aquele menino da lenha, como aquele burrinho magro e triste do menino. Que daqui a uns anos quando ele, o velho, estiver rachando lenha no inferno, o burrinho, menino e o coleiro vão entrar no Céu – trotando, assobiando e cantando de pura alegria.

(RUBEM BRAGA. Quadrante. Rio, Editora do Autor, 1962)

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Coleirinho

coleirinho (Sporophila caerulescens), coleirinhapapa-capim ou papa-arroz é uma ave do gênero Sporophila.

Seu habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica eNordeste. Devido ao crescente desmatamento observa-se o aparecimento destas aves em regiões urbanas, sendo avistados nos quintais das casas e nas ruas das cidades, à procura de alimento. Alimenta-se principalmente de pequenas sementes.

 

Quando criada em cativeiro, sua dieta baseia-se em alpiste. É uma ave muito aprecida por criadores, profissionais e amadores, devido à beleza de seu canto. Na região sudeste, os criadores classificam o coleirinho em dois diferentes tipos levando em consideração o seu canto: Tuí-Tuí(ou Macaquinho) e o Grego, sendo o primeiro de canto mais puro e melodioso, consequentemente mais valorizado. Reproduz-se entre agosto e fevereiro, sendo que em algumas regiões e em casos de abundância de alimento pode reproduzir-se durante todo o ano, principalmente em regiões de clima quente. Sua ninhada geralmente constitui-se de dois filhotes, os quais são valentemente protegidos pelos pais contra predadores, não obstante seu tamanho reduzido. Formam casais fiéis, e sua reprodução em cativeiro se dá facilmente, necessitando apenas de um espaço amplo, preferencialmente acima de 2 metros quadrados, sendo que sua cópula acontece com a fêmea parada e o macho a sobrevoa durante longos períodos. O macho possui um colar branco e negro ao lado da garganta, a fêmea possui cor parda, sendo mais escura nas costas. A fêmea não é canora.

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Cacatua

Cacatuas são psitaciformes e pertencem a família Cacatuidae, uma das características mais marcantes da Cacatua é que ela se parece e muito com os papagaios devido ao seu bico que tem forma de banana e também a morfologia dos seus pés que possui dois dedos para a frente e dois para trás.

As principais diferenças entre a Cacatua e o papagaio são a sua crista móvel e também a sua plumagem de cores simples.

A Cacatua é uma ave bem barulhenta e colorida, os pés da Cacatua tem grande capacidade de mobilidade e são usados tanto para andar como para subir em árvores e também se servir a boca com comida. A crista móvel da Cacatua se ergue quando está em exibição de corte.

As cacatuas têm distribuição geográfica restrita à Oceania (mais precisamente, nas florestas australianas) e em ilhas vizinhas, no Pacífico. Há cerca de 20 espécies de cacatuas.

Os estudiosos acreditam que existem cerca de 20 espécies de Cacatuas.

Características Gerais

Asas: As cacatuas são boas voadoras. Suas asas são afiladas ou arredondadas. Quase sempre voam em bandos barulhentos, que podem ter desde pares até centenas de aves.

Bico: Alimentam-se basicamente de vegetais e sementes. Usam o bico para quebrar e abrir sementes e nozes ou para morder frutos. A maxila superior, maior que a inferior, tem relativa mobilidade. Termina em um gancho pontudo, que utiliza para se alimentar e escalar. A língua costuma ser grossa e áspera.

Pés: Usam-nos para andar, subir em brinquedos e escalar objetos (ou a gaiola), pegar a comida e levá-la à boca.´

Alimentação: A ração destas aves deve ser adquirida em uma casa de aves (ou de rações),de preferência misturas nutritivas, parecidas com a de papagaio, e devem ser considerados ainda suplementos de frutas ou suplementos vitamínicos. Quando estiver calor,é aconselhável que borrife as suas penas com um borrifador. Na Natureza, estas aves vivem em ambientes relativamente úmidos,sentindo a necessidade desses borrifos.

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Canario da Terra

Canario da TerraHabitat – bordas de matas, áreas de cerrado, campos naturais e pastagens, além de áreas cultivadas.
Ocorrência – em todo Brasil com exceção da Região Amazônica.
Hábitos – além da aptidão para o canto, são muito valentes e por isso, infelizmente, utilizados por alguns criminosos como “canários-de-briga”. Vivem em pequenos bandos.
Alimentação – sementes
Reprodução – reproduzem-se na primavera-verão. Não são muito hábeis na construção do ninho, contentando-se com ocos de paus, forrando-os com palhas e plumas mal escolhidas. Prefere tomar conta de ninhos abandonados por outras espécies.
Ameaças – caça e tráfico de animais.

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Cambacica

(Coereba flaveola)
Características – à primeira vista é muito parecido com o bem-te-vi, só que é bem pequeno, cabendo na palma da mão.

Mede 11 cm de comprimento e pesa em torno de 10 g. Plumagem da sobrancelha branca, margeada de negro, das costas e cabeça cinzento-escuros, da garganta cinzenta clara e no ventre e uropigio amarelos.
Habitat – bordas de matas, áreas abertas, zonas urbanas, próximo a residências e pomares.
Ocorrência – toda a América Tropical
Hábitos – chama a atenção quando fica pendurado com a cabeça para baixo, tentando alcançar uma flor. O macho constrói seus ninhos esféricos apenas para dormir neles, mesmo fora do período de incubação.
Alimentação – a limenta-se principalmente de néctar, sendo capaz de perfurar as flores perto de suas bases quando as flores são profundas demais. Disputa o néctar das flores com os beija-flores. Do mesmo modo, frequenta avidamente os bebedouros com água açucarada.Cambacica

 

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Caburé

cabureO caburé (Glaucidium brasilianum) é uma espécie de ave estrigiforme pertencente à família Strigidae.
Características – a menor das nossas corujas medindo 16,5 cm de comprimento. Plumagem amarronzada no dorso e

esbranquiçada com manchas marrons na face inferior do corpo. Quase não existe diferença entre os sexos, sendo a fêmea um pouco maior que o macho.
Habitat – regiões florestadas, beira de mata e cerrado
Ocorrência – quase todo o Brasil
Hábitos – v ocaliza tanto a noite quanto de dia
Alimentação – aves menores, rãs, lagartixas e pequenas serpentes.
Reprodução – constrói o ninho em árvores ocas ou em buracos feitos por pica-paus.

 

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Calopsita

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A calopsita ou caturra (Nymphicus hollandicus) é uma ave que pertence à ordem dos Psitaciformes e à família Psittacidae. Natural da Austrália, a espécie foi descrita pela primeira vez em 1792.

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Características

A calopsita é uma ave também conhecida como Alan Gêmeo, dócil que pode ser conservada como animal de estimação. A plumagem pode ser de várias cores: amarelo, branco, cinza, etc. Normalmente a calopsita tem em cada face uma pinta laranja que protege os ouvidos da ave. No macho adulto a face é amarela com a pinta laranja, na fêmea a face é cinzenta com infiltrações de amarelo e a pinta laranja não se destaca tanto. A crista no topo da cabeça também varia de cores. O comprimento médio é de 30 cm. É uma ave muito barulhenta, que pode estar horas a emitir gritos, mas podem assobiar e algumas chegam até a falar. Os machos têm a capacidade de falar e as fêmeas apenas assobiam.

Mapa mostrando o habitat natural da calopsita.

São aves resistentes e suportam bem o clima em Portugal desde que convenientemente abrigadas contra ventos e frio extremos. Com uma alimentação balanceada e o cuidado adequado, podem viver até 25 anos, a questão da alimentação é uma das mais importantes para o bem estar da ave e deve ser pensada tendo em conta o espaço que a ave tem para fazer exercício mas também em função do clima. Existem frutas e legumes que não são indicados, mas outros como, maçã, banana, milho cozido, verduras verde escuras são indicados. Assim, aves que não tenham possibilidade de fazerem exercícios não devem ter incluídos na dieta alimentos com alto teor em gordura como a semente de girassol. Para este animal poder ingerir semente de girassol, por exemplo, precisaria voar muitos quilômetros para gastar a energia contida. São resistentes e suportam bem o clima.

Reprodução

 

Algumas mutações de calopsitas têm dimorfismo sexual quando adultas. A maioria das calopsitas, todavia, apenas podem ter o sexo identificado com segurança através do exame de DNA.

A reprodução poderá ser feita a partir de 12 meses durante todo o ano, mas é aconselhável tirar apenas duas ou três ninhadas por ano. Tem uma postura de quatro a sete ovos com incubação de 17 a 22 dias. Os filhotes devem ser separados dos pais com oito semanas de vida.

De acordo com experiencias mais atuais, pode-se constatar que em sua primeira postura, a fêmea acasalando com um macho de idade inferior a 12 meses, produziu quantidade inferior a 4 ovos.

O ninho pode ser horizontal ou vertical, mas geralmente são utilizados ninhos verticais de 30 cm de altura. Fundo do ninho deve ser coberto com turfa ou aparas de madeira. Ambos os sexos chocam, os machos principalmente de dia e as fêmeas de noite.

Na natureza, costuma se reproduzir nas épocas de chuvas, até porque os alimentos aparecem mais fartamente. Procura geralmente um eucalipto que esteja próximo a água e faz seu ninho em algum buraco já existente na árvore.

É originária da floresta australiana, e conheceu uma grande expansão por criadores em todo o mundo.

Mutações

No cativeiro foram surgindo mutações de cores variadas, algumas bastante diferentes das observadas na Natureza. A partir de 1949 a espécie começou-se a difundir pelo mundo, com a criação do “silvestre”, e em seguida “arlequim” mutação desenvolvida na Califórnia, nos Estados Unidos.

Existem muitas mutações de calopsitas com cores variadas, são elas: Silvestre, Arlequim, Lutino, Canela, Opalina (Pérola), Cara Branca, Prata, Fulvo, Albino (há um padrão albino e não apenas mutações genéticas), Pastel, Prata Recessivo e Prata dominante.

 

Happy Lar das Calopsitas Mansas

Links interessantes relacionados:

http://lardascalopsitasmansas.blogspot.com.br/

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Calafate

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O Calafate é originário das da ilhas indonésias como Java, Sumatra e Bornéo, costumam voar em bandos e são vistos como uma praga nas plantações de arroz. Seu nome científico significa “comedor de arroz”. É chamado também de Pardal de Java ou Pada. O nome popular Calafate vem dos calfat, como eram chamados os marinheiros encarregados de vedar as juntas das embarcações, na função de calafetar o navio, normalmente com estopa para impedir a passagem de ar ou água.

À sua semelhança, o Calafate faz seu ninho como se fosse uma bola oca e o fecha bem, de forma que sobre apenas uma pequena abertura para entrada de forma que a luz não se infiltre muito.

A Indonésia e suas ilhas pertenciam, desde o século 17, à Holanda, cujos marinheiros espalharam o Calafate pelo mundo. Na trilha de difusão da espécie começaram por Zanzibar, Ilhas Maurício, Santa Helena e continuaram pela Índia, Malásia e parte da China. Só em 1890 chegaram  à Europa, e na Suíça sua primeira criação amadora bem-sucedida foi realizada.

No Brasil, o Calafate está há mais de 40 anos. Vive e se desenvolve muito bem já que é uma ave de clima quente. Chegou aqui através de criadores brasileiros que foram buscá-lo na Europa e de marinheiros orientais que aportavam trazendo exemplares na bagagem.

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Comportamento

Estas aves adaptam-se perfeitamente à vida num aviário misto. É possível adquirir casais destas aves, mas é aconselhável juntá-las em pequenos grupos.

Desde que exista espaço suficiente para todas as aves, não deve haver problemas. De um modo geral, não importunam outras espécies.

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Curio

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Em 1766, o curió recebeu o nome científico por LINAEUS DE ORYZOBORUS ANGOLENSIS equivocadamente, pois foi assimilado a um pássaro de Angola com características bem parecidas.

Existem várias versões sobre a origem do curió. Uma delas muito interessante é que vieram alguns exemplares nos navios que traziam escravos de Angola e Gabão, pois eles gostavam muito deste pássaro, e ao chegar no Brasil, houve uma perfeita adaptação ao nosso clima e vegetação, difundindo a raça por todo o país.

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A versão mais afirmada é de ser um pássaro nativo brasileiro.  Já foram encontrados por pesquisadores no México, Equador, Bolívia, Paraguai e Argentina.

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Em 1766, o curió recebeu o nome científico por LINAEUS DE ORYZOBORUS ANGOLENSIS equivocadamente, pois foi assimilado a um pássaro de Angola com características bem parecidas.

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Há mais de 2 séculos o curió vem carregando o seu nome científico diferente do real pois em 1944 o ornitólogo Olivério Pinto, o classificou como sendo um pássaro brasileiro de origem do Estado da Bahia.

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Os pesquisadores muitas vezes batizavam as aves com seus nomes científicos, analisando somente material colhido, principalmente peles, penas, bicos, ou em peças levadas por caravelas ou navios para a entrada na época deixando de lado, atitudes comportamentais da mesma, tais como alimentação, canto e etc.

Hoje nas matas devido à caça predatória, desmatamento descontrolado, grandes áreas de cultivos, urbanização de áreas, o curió praticamente deixou de existir na maioria das regiões em outrora habitada por esta magnífica ave.

Temos acompanhado, porém o grande sucesso dos criadores tido como amadores em seus registros, mas verdadeiros profissionais em seus resultados devido ao amor, dedicação que praticam essa atividade muitas vezes abdicando-se até mesmo do lazer, nos fins de semana, preocupados com a ninhada que recém nasceu, se a fêmea está alimentando, se vai dormir no ninho, e etc.

Alguns criadores conseguem marcas incríveis chegando a produzir 6 a 7 filhotes fêmeas – Estas marcas são alcançadas por aqueles que criam com poucas matrizes – A medida que aumenta o número de aves, o resultado normalmente diminui.

Graças a tal dedicação de tantos amantes desta ave, é que passa longe de qualquer hipótese de extinção, pois cresce a cada dia os aficcionados, e pessoas interessadas em montar criatórios, por simples simpatia, ou mesmo visando como um negocio que, quando bem administrado, é lucrativo.

Curiosidades sobre o curió:

Cabe salientar que existe uma “sub-espécie” que chamam de setentrional cujo nome cientifico é ORYZOBORUS ANGOLENSIS TORRIDUS (Curió do Norte) caracterizado por um tamanho menor, a cauda um pouco mais curta, o bico um pouco mais fino, e sua plumagem opaca, e sem força no canto, de pouca apreciação pelos passarinheiros, pois o seu Biótipo físico o impede de assimilar o canto Praia e outros apreciados, ou ainda de ser um curió valente o suficiente para participar de um torneio de Fibra.

A alimentação nativa do curió é o capim navalha (tiririca), que abunda nas regiões próprias de seu habitat, porém com a chegada dos colonizadores portugueses trazendo o arroz originário da China formando assim lavouras, a ave adaptou-se muito bem a este alimento, principalmente quando em fase de amadurecimento.

Em regiões de lavoura de arroz, tais como no sul do país, os curiós eram de grande população e atacavam as plantações no intuito de se alimentar.

Os curiós sempre habitaram as regiões alagadas, de árvores pequenas e afastadas, e justamente estas regiões são as mais propícias para o cultivo de arroz concluímos assim que o curió teve seu habitat usado para este tipo de agricultura e acabou por tornar-se um grande apreciador dessa semente.

Informação retirada da Revista Passarinheiros & Cia N° 11 Abril/2001 – publicada por Edilson Guarnieri – Origem do Curió

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