Agaponis

História

Todos os agapornis são oriundos do continente africano, com excepção de uma das espécies, a cana, que vem da ilha de Madagáscar. As aves vivem numa vasta região na costa ocidental da África do Sul, chegando a aparecer até na Namíbia, entre vegetações de pequenos arvoredos abertos e secos, e em alguns casos podem ser vistos em montanhas com até 1600 metros. Segundo alguns pesquisadores e autores literários, o agapornis foi descoberto no ano de 1793, no entanto, só em meados de 1860, Hangenbeck trouxe para a Europa algumas aves de cor selvagem verde. Daí em diante, o agapornis passou a ser um dos periquitos mais conhecidos do mundo. A palavra agapornis tem origem no grego e significa “pássaro do amor”, pois segundo uma lenda, estes pássaros formam casais inseparáveis e na morte de um deles, o outro não se acasala mais. Na realidade, a criação destes pássaros demonstra-nos que isto não passa de uma lenda, já que vários casais podem ser trocados sem problemas, muitas vezes com o objectivo de melhorar o padrão de cores ou o porte desta ave.

Espécies

Agapornis significa em grego “pássaro do amor” – agape = amor; ornis = pássaro.
O género Agapornis divide-se em nove espécies, distribuídas por 2 grupos:Agapornis de anel ocular:

  • Agapornis personatus
  • Agapornis fisheri;
  • Agapornis nigrigeni;
  • Agapornis lilianae.

Agapornis sem anel ocular:

  • Agapornis roseicollis
  • Agapornis taranta
  • Agapornis canus
  • Agapornis pullarius
  • Agapornis swinderniana

Destas nove espécies, apenas alguns têm dimorfismo sexual, que é o caso do A. taranta, A. canus, A. pullarius.

De todas as espécies, apenas o A. swinderniana não se encontra em cativeiro, a razão ao certo ainda não se sabe. As restantes espécies estão bastante difundidas, umas mais do que outras, sendo menos comum a A. pullarius, devido à complexidade da criação. Hoje em dia, exceptuando as 3 principais espécies (rosecollis, fisheri, personatus), as restantes já se encontram notavelmente em grande escala (embora não sejam muito comuns em Portugal).

Temperamento

De maneira geral, os agapornis vivem bem em conjunto, com algumas lutas ocasionais, mas que nunca chega a ser nada mais sério. Podem ser criadas com outras espécies de periquitos, mas não convém juntar com aves mais pequenas ou mais frágeis. Pode criar tranquilamente duas aves numa gaiola, mas nunca deve juntar uma ave inadvertidamente em uma gaiola que já tenha outro animal instalado, já que a nova ave poderá ser vista como um ser estranho e vai ser tratada como tal pelo agapornis já existente na gaiola. Para evitar tal situação, o melhor a fazer é colocar as aves em gaiolas diferentes durante algum tempo, aproximando as gaiolas o maior tempo possível, para acostumá-las uma com a outra.São aves enérgicas e activas, que utilizam quase todo o espaço que tem disponível. Os agapornis que se encontram em gaiola gostam de estar entretidos, e para isto existem brinquedos que podem ser adquiridos em qualquer loja de animais. A única condição é que os “brinquedos”, têm que ser suficientemente resistente para aguentar o forte bico desta ave.

Descrição

O agapornis tem tamanho variado, dependendo da espécie, mas pode variar entre os 14 e os 16 centímetros, e vive entre os 10 e os 15 anos. Entre as espécies conhecidas, estão a roseicollis, nigrigenis, taranta, personata, cana, swinderniana, lilianae, fischeri, e pullaria. A única espécie que não é criada pelo homem é a agapornis swinderniana, que não se adapta em cativeiro.A distinção entre machos e fêmeas não é muito fácil. Os criadores mais experientes podem conseguir distinguí-los de acordo com os ossos pélvicos, que são mais afastados nas fêmeas, mas este método tem uma eficácia de apenas 30%. E em alguns casos, a fêmea pode ser maior do que o macho, mas não necessariamente. Os agapornis são geralmente muito ruidosos e geralmente conseguem chamar a atenção de todos que estão à sua volta, apesar de não serem animais falantes como os papagaios, entretanto, podem balbuciar alguns sons humanos e palavras curtas. A fidelidade entre machos e fêmeas pode ser bem observado na espécie cana, que imita o comportamento um do outro o tempo todo.Um factor comum nesta espécie são as mutações, que são tantas, que torna-se difícil descobrir uma ave com a plumagem original. Há mais de 40 tipos de cores diferentes reconhecidas.

Alojamento

Estas aves podem ser tanto aves de gaiola, como tem sido mais vistas recentemente, ou em aviário em recinto fechado, ou até mesmo ao ar livre. De qualquer modo, a gaiola ou aviário devem ser feitos de um material resistente às bicadas das aves, que são potentes. Não é recomendado que coloque plantas ou outras coisas do género, já que os agapornis podem destruí-la rapidamente. Os agapornis gostam muito de voar e de fazer acrobacias, por isso, talvez a melhor alternativa seja uma gaiola mais alta do que larga. Não necessitam de qualquer aquecimento, mas se estão localizadas num ambiente externo, convém protegê-las da geada, e ter uma espécie de caixa ou abrigo para as noites mais frias.

Alimentação

Quanto à alimentação, os agapornis devem ser alimentados com boas misturas para periquitos, que pode ser completada com quantidades pequenas de frutas, ervas, bagas silvestres, milho painço e alimentos verdes. É importante que durante a gestação, as fêmeas sejam alimentadas com alimentos à base de ovos, ou suplementos. Sempre que possível dever ter à disposição da ave, uma mistura de arenito.

Higiene

Os agapornis gostam do banho, de maneira que as aves criadas em ambiente fechado devem poder tomar banho com facilidade regularmente, mesmo nos meses de Inverno, e, caso não o possam fazer, devem ser borrifadas com um borrifador de plantas com um jacto bem leve. O cuidado com o banho deve ser mantido principalmente nos meses de Verão.

Reprodução

São muito fáceis de criar, mas o acasalamento pode ser mais difícil, pela semelhança entre o macho e a fêmea desta espécie. Só é aconselhável fazer uma criação após o primeiro ano de vida das aves. Os agapornis constróem seu ninho com galhos ou qualquer outro tipo de material seco que são destruídos com o seu, já tão falado, forte bico. As fêmeas podem por entre três a cinco ovos, que chocam por cerca de 20 dias, aproximadamente. As crias só começam a apresentar plumagem após um mês e meio após saírem dos ovos. Os agapornis podem ter várias gestações por ano, mas deve ser evitado mais do que duas gestações no mesmo ano, para isto deve retirar a caixa de ninho.Algumas vezes, após o nascimento das crias, os progenitores podem apresentar um comportamento mais agressivo, sendo apropriado retirar as crias quando isso ocorrer e a situação o permita. Quando se tornam independentes, há uma grande probabilidade das crias serem rejeitadas pelos progenitores, e neste caso, também devem ser separados, assim que possível.
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Anu

Habitat – campos, pastagens e áreas cultivadas. Prefere lugares úmidos.

Ocorrência – da Flórida à Argentina e em todo o Brasil.

Hábitos – muito hábil para pular e correr entre os ramos. Vive sempre em bandos. Gostam de apanhar sol e banhar-se na poeira, ficando a plumagem às vezes fortemente tingida com a cor da terra do local ou de cinza e carvão, sobretudo se eles correrem antes pelo capim molhado, pois suas penas se tornam pegajosas. Pela manhã e após as chuvas pousam de asas abertas para enxugarem-se. À noite, para se esquentar, costuma juntar-se a outros indivíduos em filas apertadas ou em grupos. Procuram moitas de taquara para pernoitar. Arrumam as suas plumagens reciprocamente. São aves extremamente sociáveis. Voador fraco mal resiste à brisa, qualquer vento mais forte o leva para longe. O anu-preto possui mais de uma dúzia de vozes diferentes. Tem dois pios de alarme: a um certo grito todos os componentes do bando se empoleiram em pontos bem visíveis, examinando a situação; outro grito, emitido quando um gavião se aproxima, faz desaparecer num instante no matagal todo o grupo. Eles se divertem cavaqueando baixinho, de modo bem variado, causando às vezes a impressão de estar tentando imitar a voz de outra ave.

Alimentação – essencialmente carnívoros, comendo gafanhotos, percevejos, aranhas, miriápodes etc. Predam também lagartas peludas e urticantes, lagartixas e camundongos. Pescam na água rasa; periodicamente comem frutas, bagas, coquinhos e sementes, sobretudo na época seca quando há escassez de artrópodes. O anu-preto alimenta-se, sobretudo de ortópteros (gafanhotos) que apanha acompanhando o gado. Quando não há gado no pasto executa, às vezes, caçadas coletivas no campo, o bando espalha-se no chão, em um semicírculo, ficando afastados uns dos outros por dois ou três metros. Permanecem assim imóveis e atentos e quando aparece um inseto, a ave mais próxima salta e o apanha. De tempos em tempos o bando avança. Quando pousam sobre o dorso dos bois geralmente o fazem para ampliar seu campo visual. Às vezes apanha insetos em pleno vôo, capturando também pequenas cobras e rãs; seguem tratores que aram os campos.

Reprodução – os ovos perfazem 14% do peso de seu corpo. É de cor azul-esverdeada, coberto por uma crosta calcária, raspada sucessivamente pelo processo de virar os ovos durante a incubação. A incubação é curta, dura de 13 a 16 dias. O anu-preto costuma trazer comida quando visita a fêmea no ninho. O macho dança em torno da fêmea, no solo. As fêmeas, embora possuam ninhos individuais, se associam mais freqüentemente a um ou dois casais do seu bando para construir ninho coletivo, pôr ovos e criar a prole juntas, tendo a cooperação de machos e filhotes crescidos de posturas anteriores. Seus ninhos são grandes e profundos. Pode acontecer de um ninho ser ocupado por 6 ou 10 aves, e conter 10, 20 e até mais ovos. A postura de uma fêmea é calculada em 4 a 7 ovos. São criados com sucesso meia dúzia de filhotes por vez. A boca aberta vermelha do filhote do anu-preto é marcada por três sinais amarelos. Quando os seus ninhos são abandonados, às vezes são aproveitados por outros pássaros, cobras e por pequenos mamíferos, sobretudo marsupiais.Os filhotes deixam o ninho antes de poder voar, com a cauda curta, e são alimentados ainda durante algumas semanas. Seus filhotes ainda pequenos são facilmente espantados e fogem para todos os lados sobre os galhos em torno do ninho, mas costumam regressar ao mesmo quando se sentem novamente seguros.

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Albatroz Gigante

Os juvenis deixam o ninho com plumagem quase totalmente marrom, que vai clareando com a idade. Os machos tendem a tornar-se mais brancos que as fêmeas. Machos pesam entre 8,19 e 11,9 kg. Fêmeas entre 6,35 e 8,71 kg. A envergadura dos machos é maior que das fêmeas. É provável que alguns indivíduos ultrapassem os 50 anos de idade.

Habitat – pelágico (mar aberto, longe da costa), acidentalmente ocorre nas costas
Ocorrência – litoral sul do Brasil
Hábitos – os jovens permanecem no oceano por cinco anos antes de retornar à sua colônia natal, exibindo alto grau de filopatria. Cerca de 50% dos jovens sobrevivem até essa idade, enquanto adultos entre têm uma expectativa anual de sobrevivência de 94%. Durante o verão as fêmeas utilizam a margem da plataforma continental da América do Sul (norte até c. 32°S) e os machos as águas fora da Península Antártica; durante o inverno os machos se juntam às fêmeas. As viagens de alimentação para as águas do norte da Argentina e sul do Brasil cobrem mais de 9.500 km e duram c. 15 dias. A espécie realiza movimentos de grande escala, e indivíduos que nidificam no Atlântico parecem realizar uma migração circumpolar para leste que os leva à costa sul da Austrália e através do Pacífico antes de retornarem às colônias de reprodução nas ilhas subantárticas do grupo das South Georgias. Aves anilhadas desta população tem sido recapturadas na costa sul do Brasil (notadamente por espinheleiros operando fora do Rio Grande do Sul e Santa Catarina), África do Sul e sul da Austrália e Nova Zelândia.
Alimentação – pequenos animais, principalmente moluscos e crustáceos. Segue navios para apanhar detritos. Capturam presas principalmente na superfície, tendo limitada capacidade de submergir. Alimentam-se principalmente de lulas e peixes que podem ser obtidos como descartes da pesca ou corpos flutuantes após a desova. Os albatrozes também consomem carniça (como mamíferos marinhos mortos), tunicados, águas-vivas e crustáceos. A maior parte do alimento é obtida durante o dia, embora haja algum forrageamento noturno. A predisposição da espécie em consumir presas mortas faz com que se associe a barcos pesqueiros para aproveitar descartes, sendo bastante agressiva ao disputar restos com outras aves.
Reprodução – machos e fêmeas começam a se reproduzir com cerca de 11 anos. A idade de primeira reprodução tem decrescido em populações sofrendo redução devido à mortalidade causada pela pesca. No Atlântico nidifica no arquipélago das South Georgias (c. 2.000 pares reprodutivos/ano), especialmente Bird Island (60% da população do arquipélago). A população que nidificava nas ilhas Falklands (Malvinas) se extinguiu em 1959 devido à pressão humana. For a do Atlântico há colônias nas ilhas Crozet, Kerguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie.No Oceano Índico há populações reprodutivas nas ilhas Crozet, Herguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie. Nidifica em colônias dispersas, as posturas sendo realizadas entre dezembro e fevereiro. A incubação dura 11 semanas, sendo dividida entre os pais. O

único filhote leva 40 semanas para deixar o ninho, o que ocorre entre novembro e fevereiro. O longo período reprodutivo (55 semanas) faz com que essa espécie se reproduza apenas bi-anualmente. Casais bem sucedidos podem retornar à colônia apenas após 3-4 anos.

Ameaças – a pesca com espinhéis (espinheleiros) e a poluição contribuem para a diminuição da população. A espécie é considerada globalmente vulnerável.

 

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ANACÃ

A cabeça é bruna, o dorso e as asas são verdes. O ventre é azul com manchas vermelhas e verdes. A cauda é longa.

Habitat – floresta de terra firme
Ocorrência – região amazônica
Hábitos – vive em bandos que variam de cinco a mais de uma dúzia de animais. O nome vem da vocalização, pois ao voar grita “anacã! anacã! anacã!”, chamando seus colegas e mantendo a integridade do bando.
Reprodução: Faz seus ninhos em buracos de árvores mortas, inclusive nos elaborados por pica-paus, com quem briga frequentemente. Botam de 2 a 5 ovos, que são chocados entre 24 e 29 dias.

Também conhecida pelos nomes de anacá, curica-bacabal, hia, papagaio-de-coleira e vanaquiá, a Anacã é uma ave essencialmente amazônica, que se assemelha a um gavião.

O destaque principal de sua figura na mata é o grande cocar de penas encarnadas que apresenta, além de uma larga faixa azul, que lhe confere uma beleza ímpar. A fêmea, neste caso, é um pouco maior que o macho.

Mas a ele cabe a tarefa de oferecer alimento regurgitado a ela durante a corte. Em geral essas aves vivem aos pares ou formam pequenos bandos, de 3 a 10 indivíduos.

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Ararajuba

A única espécie existente – a Guarouba guarouba, também conhecida como Guaruba guarouba – é originária exclusivamente dos Estados do Amazonas, Pará e Maranhão. Por todos esses atributos, há quem conclame as entidades ornitológicas e a sociedade brasileira a tornar a Ararajuba um símbolo nacional oficial. É o caso do Centro de Estudos Ornitológicos da Universidade de São Paulo, em sua página www.ib.usp.br/ceo/pelaarar.htm.

O tráfico ilegal e, principalmente, a destruição do hábitat da Ararajuba, formado por palmeiras e outras árvores que lhe oferecem sementes e frutos oleosos, como cocos, bem como sua restrita área de distribuição, colocam essa ave como “vulnerável” na Lista Nacional das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção, do Ibama. O Brasil tem o projeto Ararajuba, um trabalho de preservação realizado por meio de parcerias com zôos, Ibama e iniciativa privada. A preservação da Ararajuba sensibiliza também estrangeiros. Existe, por exemplo, o Golden Conure Survival Fund (Fundo para a Sobrevivência da Ararajuba – www.goldenconure.org), uma parceria entre britânicos e norte-americanos. Golden Conure e Queen of Bavaria’s Conure são nomes dados em inglês à Ararajuba.

A sociabilidade dessa ave é elevada. Brincar conosco, aceitar cafuné, pedir carinho e ser dócil são comportamentos graduados com “muito alto”, com relação ao dono e a outras pessoas da casa, pelos consultores (veja quem são no quadro Consultores). É uma ave que adora colo e é capaz de passar horas em meio a cafunés. Como ocorre com qualquer ave, na presença de desconhecidos amigáveis, esses comportamentos diminuem de intensidade, mas, mesmo assim, a graduação continua sendo “alta”.

Uma particularidade da Ararajuba é continuar mansa para sempre, diferentemente das aves dos demais gêneros abordados nesta série, que se tornam menos sociáveis com as pessoas quando deixam de ser estimuladas diretamente por elas.
Por outro lado, por ser tão dócil, a Ararajuba sofre mais de solidão do que os demais gêneros abordados. Ao se sentir abandonada, pode facilmente desenvolver distúrbios comportamentais como parar de se alimentar, adoecer ou se automutilar, ou seja, arrancar as próprias penas. Deixá-la em companhia de outra ave tranqüila pode resolver o problema.

A Ararajuba tem dificuldade para aprender palavras e mais facilidade com cantorias. De qualquer forma, precisa ser ensinada com insistência bem maior do que o Papagaio e demora mais para começar a falar. É boa assobiadora, daquelas que aprendem melodias. Faz outros sons, como produzir estalos e barulhos com o bico, como “beijinhos”. Tanto na fala como na produção de outros sons, a Ararajuba leva vantagem sobre a Ararinha, a Curica, a Marianinha, a Jandaia e a Tiriba. É superada apenas pelo Papagaio, entre as aves já abordadas nesta série.

Quanto a gritar, hábito dos psitacídeos em geral, a quantidade e a altura dos gritos da Ararajuba se assemelham às do Papagaio, ou seja, a graduação é “média” e passa para “alta” quando ela grita para chamar a atenção.
A reprodução da Ararajuba oferece dois desafios principais. Trata-se de uma ave exigente quanto à escolha do parceiro de acasalamento, o que pode dificultar a formação do casal (manter juntos um macho e uma fêmea desde pequenos facilita a solução do problema). Nem sempre os pais conseguem alimentar todos os filhotes, sendo necessário retirar alguns deles para alimentação na mão. Em geral, criam bem apenas dois filhotes por vez, apesar de a postura ser de mais ovos. Diferentemente dos demais psitacídeos abordados nesta série, as Ararajubas, em geral, não ficam agressivas em demasia na fase da reprodução.

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Ararinha azul

ararinha-azulA Ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma arara restrita ao extremo Norte do estado brasileiro da Bahia ao Sul do rio São Francisco.

Tal espécie chega a medir até 57 cm de comprimento, com plumagem azul, com asas e cauda muito longas e mais escuras, bico negro com grande dente maxilar e íris amarelo-mostarda. Está seriamente ameaçada de extinção, não sendo mais vista em vida selvagem. Também é conhecida pelos nomes de arara-celeste, arara-do-nordeste e arara-spixi. Seu nome específico é uma homenagem ao naturalista alemão Johann Baptiste von Spix.

Características

É uma espécie que só ocorre na região do Nordeste brasileiro, em especial nos estados da Bahia, Piauí e Maranhão e áreas úmidas do sertão, onde riachos temporários permitem a existência de árvores mais altas, característica típica da região, no extremo norte da Bahia ao sul do Rio São Francisco

Apresentam características especiais, pois ao longo de sua vida têm apenas um parceiro, formando casais fiéis por toda a vida. Se algum deles morre, o outro permanece sozinho ou apenas se integra a um novo grupo.

A ararinha-azul faz ninho em ocos de árvores bem altas e antigas. Em decorrência de corte indiscriminado de árvores da caatinga, aonde restam apenas árvores mais jovens, não tão desenvolvidas e altas, têm dificultado em muito a reprodução desta espécie, inclusive sua adaptação às novas condições.

Extinção na natureza

O maior responsável pelo desaparecimento desta ave é o homem devido ao intenso tráfico. Os compradores são atraídos pela sua bela cor azul e principalmente pela ganância de possuir uma espécie tão rara. Um exemplar da ararinha-azul chega a custar no mercado negro milhares de dólares.

Atualmente existem apenas 78 exemplares da ararinha-azul no mundo, o que a torna uma das mais raras espécies vivas. Destes, apenas oito podem ser encontrados no Brasil.sendo que dois estão no zoológico de São Paulo. Apesar de serem um casal, as ararinhas-azuis do Zoológico de São Paulo nunca tiveram filhotes.

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Arara azul grande


Arara Azul

arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), também chamada arara-jacintoararaúnaarara-preta  e araruna,  é uma ave da família Psittacidae que vive nos biomas da Floresta Amazônica e, principalmente no  Cerrado. Dotada de uma plumagem azul com uma pele nua amarela e em torno dos olhos e da mesma cor na base da mandíbula, seu bico é desmesurado, parecendo ser maior que o próprio crânio e curvo,  forte o suficiente para quebrar a casca de árvores e também para as auxiliar na captura de alimentos. Com uma fisionomia bastante forte, sua alimentação, enquanto vivendo livremente, consiste de sementes de palmeiras (cocos), especialmente o licuri(Attalea phalerata).

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Essa arara torna-se madura para a reprodução aos 3 anos e sua época reprodutiva ocorre entre janeiro e novembro. Nascem 2 filhotes por vez e a incubação dura cerca de 30 dias. Depois que nascem, as araras-azuis ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro voo. A convivência familiar dura até um ano e meio de idade, quando os filhotes começam a se separar gradativamente dos pais.

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Pode ser encontrada no Complexo do Pantanal onde projetos de preservação garantiram no ano de 2001 uma população de 3.000 exemplares. Essa ave está atualmente ameaçada de extinção, sendo as principais causas a caça, o comércio clandestino, no qual as aves são capturadas enquanto filhotes, ainda no ninho e a degradação em seu habitat natural através da destruição atrópica. Sua distribuição geográfica é no Brasil. Sua distribuição geográfica no Brasil é nos estados de: Amazonas, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará e Tocantins.

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Uma das aves mais lindas que existe no mundo é com certeza a Arara Azul, pois é difícil para as demais aves competirem com as suas penas de um azul tão vivo que é possível vê-la de longe. Infelizmente se trata de um animal ameaçado de extinção.

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A Arara Azul é o maior representante dessa família no mundo e pode ser encontrada no Brasil. Mas, antes de qualquer coisa é importante esclarecer uma dúvida que muitas pessoas têm quando o assunto são as araras azuis: saber quais são as espécies consideradas araras azuis e quais não estão dentro da família Psittacidae.

Podemos definir como as verdadeiras Araras Azuis, espécies do gênero Anodorhynchus: hyacinthinus, leari e glaucus. Essas são as verdadeiras araras azuis porque possuem a cor como a dominante. E um fato bastante triste em relação às araras azuis é o fato de que já possui uma espécie extinta  (A.glaucus) e outras próximas do derradeiro fim.

Para se ter uma ideia do perigo a arara-azul-de-lear (A. leari, possui cerca de 600 indivíduos na natureza) é considerada criticamente em perigo e a arara-azul está em status de perigo. A segunda espécie tem se recuperado em partes no Pantanal, mas ainda assim vive uma situação preocupante.

Um dos principais problemas que ajudam a tornar mais crítica a situação dessas aves, é a sua captura pelos traficantes de animais que comercializam as aves no mercado negro. Em geral a captura é mais intensa fora do Pantanal. As araras azuis que são capturadas e vendidas no mercado negro sofrem principalmente por que saem do seu habitat natural e acabam tendo a sua vida totalmente descaracterizada.

A espécie Cyanopsitta spixii também pode ser incluída dentre o time de araras azuis verdadeiras, pois na verdade se trata de uma ararinha azul. Infelizmente a ararinha azul está extinta na natureza, mas ainda existem alguns espécimes sendo produzidos em cativeiro para garantir que a espécie não suma como um todo.

Uma curiosidade a respeito das araras azuis é que a ararinha-azul e a arara-azul-de-lear são aves originariamente brasileiras, pois a sua distribuição é restrita ao território do país, mais especificamente ao estado da Bahia.

Muitos projetos têm sido criados para evitar a extinção dessas aves e esperamos que sejam suficientes para combaterem o tráfico de animais que os retiram da sua vida em seu habitat para levá-los para lugares totalmente estranhos.

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Reprodução: atingem a maturidade aos 3 anos. Época reprodutiva vai de novembro a janeiro.
Fazem ninhos em árvores e nos buritis. Postura de 01 a 3 ovos e incubação dura de 27 a 29 dias. Os ovos são redondos. Os filhotes nascem medindo 10 a 12 cm e pesando 20 a 27 gramas. Além disso, 20 a 40% dos ovos são predados a cada: ano e 10 a 15% dos filhotes que nascem, são predados ou morrem antes de completar cinco dias de vida. As árvores para a nidificação, no Pantanal, é a ximbuca , o angico-branco e, principalmente, o manduvi .  As araraúnas são fiéis a seus pares e na perda do macho ou da fêmea, seu par fica sozinho, não se compondo novamente com outro indivíduo.
Predadores naturais: os prováveis predadores de seus ovos são: gralha, tucano, carcará, quati, irara e gambá. Os prováveis predadores de filhotes são: gavião-relógio, gavião-pernilongo, gavião-preto e irara.

Ameaças: ameaçada de extinção. Hoje a população é diminuta por causa da destruição dos habitats (desmatamentos e queimadas), do tráfico e do baixo sucesso reprodutivo. O pisoteio do gado dificulta o crescimento e a manutenção da população da bocaiúva, o que dificulta a oferta de alimentos para a araraúna.

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