Sanhaço-cinzento

Sanhaçu-cinzento
O sanhaçu-cinzento é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também conhecido como sanhaçu-do-mamoeiro, sanhaçu, sanhaçu-comum, sanhaçu-da-amoreira, e no Nordeste como pipira-azul e sanhaçu-azul (Natal/RN). É uma das aves mais comuns do país, conhecida por realizar acrobacias em meio a disputa por frutas com outros pássaros.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (tupy) tangará, ata = andar; e carã = em volta; e do (tupy) saí-açu, = nome indígena tupy para um pássaro muito ativo ou para identificar várias espécies do gênero Tangará; Sayacu de Marcgrave (1648),(Thraupis). ? Pássaro dançarino Sayacu.

Características

Com tamanho aproximado de 18 centímetros e 42 gramas de peso (macho), tem o corpo cinzento, ligeiramente azulado, com as partes inferiores um pouco mais claras. A cauda e as pontas das asas são azuis-esverdeadas, porém pouco contrastantes. Os imaturos são esverdeados. Pode ser confundido com o sanhaçu-de-encontro-azul, porém o último é muito mais azulado, especialmente no encontro da asa e também possui o bico maior. É sem dúvida o sanhaçu mais comum em nosso país. Tem um canto longo, entrecortado pelo som de notas altas e baixas.

ESPÉCIE SEM DIMORFISMO SEXUAL

Subespécies
Possui três subespécies:

Tangara sayaca sayaca (Linnaeus, 1766) – ocorre do Paraguai até o nordeste Brasil, sudoeste do Peru, Uruguai e nordeste da Argentina;
Tangara sayaca boliviana (Bond & Meyer de Schauensee, 1941) – ocorre no norte da Bolívia (Rio Beni até Río Mapiri);
Tangara sayaca obscura (Naumburg, 1924) – ocorre na região centro sul da Bolívia até o este da Argentina .
(Clements checklist, 2014)

Indivíduos com plumagem leucística

O que é leucismo?

O leucismo (do grego ??????, leucos, branco) é a falta de pigmentação em parte do corpo de algum animal, podendo ter fundo genético (hereditário ou não), metabólico ou até de alimentação. O resultado normalmente são regiões corpóreas de coloração branca, em maior ou menor extensão, onde naturalmente deveria ocorrer alguma pigmentação. Indivíduos irregularmente manchados de branco são também comumente chamados de “arlequim”. Ao contrário do albinismo, que é a ausência completa de melanina, o leucismo pode envolver outros tipos de pigmento.

Mesmo indivíduos leucísticos completamente brancos podem ser diferenciados de indivíduos albinos: a cor do olho no primeiro é normal, enquanto no albino os olhos são vermelhos.

Alimentação

Frutos, folhas, brotos, flores de eucaliptos e insetos, entre estes os alados de cupim (“aleluias” ou “siriris”) capturados em voo. Vive normalmente na copa das árvores em busca dos frutos maduros, mas é intrépido o suficiente para apanhar também os caídos, preferindo até os que já estejam infestados de larvas e desfrutando-os com outras aves, como a saíra-amarela e o sabiá-da-praia. Aprecia muito os frutos do tapiá ou tanheiro (Alchornea glandulosa). Costuma frequentar comedouros com frutas.

Reprodução

O ninho, construído pelo casal, é compacto, feito de pequenas raízes, musgos e pecíolos foliares, com um diâmetro externo de cerca de 11 centímetros. Fica escondido na vegetação densa, numa forquilha de árvore, em alturas variáveis. A fêmea põe de 2 a 3 ovos de cor branca, pintados de marrom, semelhantes ao dos sabiás, só que menores, e é responsável pela incubação, que dura de 12 a 14 dias. O casal alimenta os filhotes, que deixam o ninho após 20 dias de idade.

Hábitos

Quando um macho apronta-se para agredir outro, seu canto torna-se rouco e monótono. Anda quase sempre em casais ou pequenos bandos. Também é visto junto com outra espécie de sua família, como o sanhaçu-do-coqueiro, cujo canto é bem parecido.

Predadores: Teiú

Distribuição Geográfica

Ocorre nas regiões tropicais e subtropicais ao sul da Amazônia e a leste dos Andes.

Fonte Wikiaves

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Corrupião

Nome Popular: Corrupião
Nome Científico: Icterus jamacaii
Peso: Entre 45 a 50g
Tamanho: 23 cm
Expectativa Vida: Aproximadamente 20 anos

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Alimentação
Alimentam-se basicamente de frutas, legumes e verduras como maçã, mamão, laranja, goiaba, banana, jiló, berinjela, cenoura, beterraba, couve, almeirão. Aceitam muito bem larvas de tenébrio, aranhas e insetos.
Reprodução

Reproduz entre a primavera e verão onde ocorre de 2 a 3 posturas por temporada,onde a fêmea bota até 3 ovos. Após 14 dias de incubação, os filhotes nascem e aos 40 dias de vida já estão aptos a serem separados da mãe.
Distribuição Geográfica

Ocorre da Guiana e Venezuela à Bolívia, Paraguai e Brasil.
Descrição

De cor preta e laranja (raça oriental tem cabeça preta) e branco vistoso na asa. Sofrem com a destruição de habitat e tráfico ilegal. É considerada uma das aves mais lindas e, em matéria de voz, das mais dotadas deste continente. Muito procurado como pássaro de estimação, torna-se aprazível pela mansidão e vivacidade, nem foge quando tirado da gaiola, aprende diversos truques.
Fonte: www.casadopapagaio.com.br

Características

É um animal de coloração fantástica, cujas cores dominantes formam um contraste esplêndido entre o laranja-avermelhado vibrante e o preto. Colorido geralmente preto alternando-se com o vermelho-alaranjado na nuca, no dorso e na barriga. A asa tem espelho branco. Mede em torno de 23 cm. Uma das aves mais lindas e, em matéria de voz, das mais dotadas deste continente. Canto claro e sonoro de plangente maviosidade ou entonação melancólica, freqüentemente motivos bissilábicos, repetidos. Possui bico afiado como uma lança e forte como pé-de-cabra, conseguindo abrir fendas em madeira e em cascas secas de frutas.
Habitat

Cerrado e a caatinga
Ocorrência

mazônia, todo o norte do Brasil até Minas Gerais, abrangendo o Espírito Santo.
Hábitos

Tomam posições grotescas quando cantam, ficam de cabeça para baixo ou esticam o pescoço exageradamente para cima. Pertence à família Icterinae, a mesma do chopim (Molothrus bonariensis) , parentesco este que lhe confere um “caráter” duvidoso. O animal é belíssimo, mas tem o hábito de invadir belicosamente ninhos de outras espécies (bem-te-vi, joão-de-barro etc), desbancar os donos e jogar para fora os seus ovos ou as suas crias. A diferença comportamental no quesito “caráter”, em relação ao chopim, é que o corrupião cria seus filhotes e o chopim nem isto faz, inclusive parasitando o próprio parente, o corrupião. O pássaro é também um excelente cantor e imitador de cantos de outras aves, e utiliza-se desta variedade de canto e da beleza de sua plumagem para seduzir a relutante fêmea.. Gosta de pousar sobre altas cactáceas.
Alimentação

Principalmente de frutas, porém também comem néctar e insetos. Alimenta-se de um vasto cardápio, como insetos e material vegetal – cocos maduros de buriti, seiva das flores do ipê amarelo, das flores do mandacaru (cacto típico do Nordeste brasileiro) e dos seus grandes e vermelhos frutos, das flores de várias espécies de bromélias, cactáceas e de frutas de pomar. Portanto, é insetívoro, frugívoro e nectarino.
Reprodução

Canta e dança até que ela aceite a cópula. Esta põe dois ou três ovos, chocando-os por 14 a 15 dias. Depois de nascidos os filhotes, o pai e a mãe se revezam nos cuidados com a prole.
Ameaças

Destruição do habitat, caça indiscriminada, tráfico de animais. A ave é apreciada pela beleza e pelo versátil canto. A espécie aprende facilmente, quando jovem, a conviver com pessoas. Estes fatos, aliados ao descaso do Brasil com seu tesouro biológico, vêm atacando veementemente a espécie.
Fonte: www.vivaterra.org.br

História

Uma das aves mais apreciadas no Brasil, muito popular pela sua beleza e canto; chega a imitar compassos do Hino Nacional.
Descrição

Possui cor laranja-vivo no peito, ventre, uropígeo e bordo anterior da asa, contrastando com o preto da cabeça, fronte, garganta, nuca, parte anterior do dorso, asas e cauda. Em cada asa destaca-se uma discreta faixa branca na parte externa. Íris amarelo-limão, bico fino com a mandíbula superior negra e a inferior cinzenta para a raiz, tarsos plúmbeos. Tamanho médio de 22cm. Vive em bandos familiares e separa-se em casais na época de reprodução, tornando-se territorialista. Costuma ocupar ninhos já prontos (nidoparasitismo) como os de João-de-barro, Xexéu, Catorrita e às vezes constrói o seu próprio ninho em buracos na madeira.
Reproduz entre a Primavera e o Verão. Postura de 2 a 3 ovos com incubação de 14 dias em média, os filhotes saem do ninho em torno de 15 dias e passam a alimentar-se sozinhos aos 40 dias. Os filhotes nascem com a mesma coloração dos pais, apenas com uma mais fosca “pena de ninho”. Não há dimorfismo sexual, é muito difícil reconhecer os sexos; macho e fêmea cantam. Jovens semelhantes.
Alimenta-se de frutas, néctar, insectos e pequenos invertebrados. Habita campos arborizados, cerrado, catinga, regiões abertas e secas. Ocorre do Maranhão à Bahia e norte de Minas Gerais. Ocorre noutros países, como o Paraguai, a Bolívia e a Venezuela.
Descrição

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Temperamento

Há uma grande interactividade dele com o dono. Pássaro belíssimo, canto suave e, sobretudo, amigo. Basta cumprimentá-lo e tudo muda: estica-se todo, pula de um poleiro para o outro, vira de ponta-cabeça e canta. É um passaro único.
Temperamento

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Fonte: arcadenoe.sapo.pt

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Sanhaço Frade

STEPHANOPHORUS DIADEMATUS
Origem: Brasil

Características :

Macho e fêmea são parecidos; ambos cantam. Tamanho e ou envergadura: 19 cm de comprimento. Cores tipos ou Variedades: plumagem Azul, máscara facial negra, branca no cume da cabeça, topete vermelho. Fêmea mais pálida, filhotes jovens cor de fuligem.

Ouça o Canto:

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Canto: Canto melodioso, variado, lembrando o canto do Azulão. A fêmea também canta, com menos intensidade.

Comportamento

É pacífico com outras aves, até mesmo com os de sua espécie. No período reprodutivo, torna-se territorialista, não permitindo a entrada de outros de sua espécie em seu território. Quando isso acontece, brigam em pleno vôo; ao mesmo tempo cantam. É um canto de guerra, diferente do normal, sendo mais metalizado.
Confinamento

De fácil adaptação, são bastante resistentes; vive tranqüilamente, com os cuidados adequados, em gaiolas com 60 cm de comprimento x 40 cm de altura x 40 cm de largura, ou, em viveiros.

Reprodução

Acasalamento: Primavera e Verão.

Identificação: As fêmeas possuem plumagem de um Azul pálido.

Gaiolas & Ninhos: gaiolas com 80 cm de comprimento x 40 cm de altura x 40 cm de largura, ou, em viveiros arborizados. O ninho é tipo taça, feito em arame com fibra de sisal, de côco ou raiz de capim, tendo 12 cm de diâmetro e 6 cm de profundidade.

Acasalamento: atinge a maturidade sexual aos 12 meses; o acasalamento é feito na primavera e verão.

Postura & Nascimento: de 2 a 3 posturas por temporada; de 3 a 4 ovos por postura. Incubação de 13, podendo os filhotes serem separados da mãe aos 35 dias de idade.

Alimentação: até 30 larvas de Tenebrio molitor por dia para fêmea com filhotes.

Filhotes: os filhotes jovens possuem plumagem cor de fuligem.

Outras informações relevantes:

Água: Filtrada, renovada diariamente, em bebedouro limpo.

Areia: Limpa, esterilizada, podendo ser fornecida junto com um complexo mineral.

Alimento vivo: Oferecer 5 larvas de Tenebrio molitor para cada pássaro 3 vezes por semana.

Ração extrusada para Sanhaços, Papa de Frutas e Farinhada com insetos são facilmente encontradas nas Agro-pets.

Banhos: Em dias quentes, devemos proporcionar banhos de Água e de Sol pela manhã, pois, são fundamentais para a beleza dos pássaros, além de melhorarem a qualidade e o brilho das penas.

Historia

Vive aos casais, na matas densas e grotões das serras; sendo encontrado no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais. Também é conhecido comoAzulão-da-serra, Cabeça-de-velha, Frade.

 

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Conheça o pássaro que imita ate o som de uma moto-serra

Conhecido como Lyrebird ou “o Soberbo”  encontrado na Australia tem chamado a  atenção de especialistas do mundo inteiro, pois é impressionante os sons que esse pássaro consegue emitir.

Ele nao so imita sons de outros passaros e animais mas tambem sons de coisas como por exemplo o barulho de moto-serras, câmeras fotográficas e alarmes de carro! Voce se surpreendera com os vídeos abaixo:

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Fonte: Wired.com

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Curió, que era preto, mas de tão velho está grisalho

Para fazer “moral” com a filha, o genro do aposentado Juarez Duarte, de 72 anos, deu ao sogro um presente inusitado, um curió. O bichinho já chegou preso, lamenta a família, que não conseguiu dar liberdade à ave porque isso comprometeria a sobrevivência. Desde então, além de um novo integrante, os Duarte ganharam um pássaro duro na queda. Já se passaram mais de 30 anos e ele continua vivo, cantando.

Eles tentam compensar a falta de liberdade com carinho. Kengo, como é chamado, já tinha nome e também registro no IBAMA. Em um dos pés do curió, uma anilha tem registrada a data de nascimento do pássaro: dia 30 de agosto de 1983.

Com a idade, ele ficou grisalho. As penas que eram totalmente pretas, agora também são brancas. O canto também já não é tão frequente. “Olha, ele cantou”, é o espanto da fisioterapeuta Tatiane Duarte, de 33 anos, que ainda se surpreende com a energia do amigo. Apenas 3 anos mais velha, ela conta que já chegaram a oferecer R$ 30 mil por Kengo. “Não tem preço, está na família desde que eu sou pequena”, justifica.

Há alguns anos a família e, principalmente, o pássaro, levaram um susto. Um gavião atacou a gaiola de Kengo, e segundo Juarez, o curió teve um infarto. Mesmo assim, com ajuda de um veterinário, ele continuou na ativa.

Quem cuida de Kengo é a dona de casa Cleide Duarte, de 66 anos, e apesar de todo amor que sente pela ave, diz que não quer criar outros pássaros. Garante que só continuou com o curió por ter sido um presente. “Não gosto de passarinho preso”, confessa. Segundo ela, a família nunca quis soltar o animal porque ele não saberia sobreviver na natureza, já que nasceu em cativeiro.

Longevidade – Segundo Juarez, a espécie costuma viver até os 17 anos, quase metade da idade atual de Kengo. Mas se bem cuidado, a vida pode seguir até os 30, no máximo. Por isso, a expectativa faz parte da rotina. Todas as manhãs a família segue o mesmo ritual: ir até a gaiola que fica no quintal torcendo para que Kengo esteja vivo.

Água filtrada e banho várias vezes ao dia, segundo o aposentado, são os motivos da longevidade do pássaro. “Mas o principal é muito carinho”, afirma.

Conhecido pelo canto, para afinar a “voz” do pássaro, o aposentado colocava músicas ao lado da gaiola para treinar o bicho e participar de competições. Ele não decepcionou e chegou a ganhar vários prêmios pela “afinação”.

Um detalhe interessante sobre Kengo é que ele continua virgem. Como nunca foi livre, também nunca aprendeu a se relacionar. “Ele apanhava das fêmeas”, revela Cleide, sobre as tentativas frustadas do pássaro.

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Fonte: http://www.campograndenews.com.br/

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Mil tsurus

Da família dos grous (cegonhas) o tsuru é uma ave japonesa que por aqui ficou famosa pela sua representação em forma de dobradura.

Quem nunca tentou fazer um origami de tsuru, deveria tentar. É divertido, bonito e requer habilidade e atenção. Quem já tentou, sabe que esse pássaro de papel acaba por se tornar um desses vícios: fazemos em ônibus, em filas de espera, para dar de presente, e em outras ocasiões.

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Os tsurus também têm sido hoje usados para decoração. Há móbiles de tsurus, por exemplo, entre outras peças. É fácil encontrar na internet dicas de como decorar sua casa com esses coloridos pássaros de papel.

Mas o que os tsurus carregam em suas asas é também um apelo à esperança e à paz. Conta a lenda que uma garotinha chamada Sadako Sasaki, depois de ter desenvolvido leucemia por conta da exposição à radiação da bomba atômica de Hiroshima, ouviu dizer que se fizesse mil tsurus, qualquer pedido seu seria atendido. Ela queria se curar. E foi fazendo seus pássaros de papel que chegou ao número 644. Não sobreviveu, mas aprendeu nesse tempo que sua doença era fruto de uma guerra desumana, e então disse que escreveria a palavra “paz” nas asas dos seus tsurus e que eles voariam o mundo, espalhando a esperança por um lugar sem guerras.

Por Thiago Majolo

 

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O urutal é o tal!

Algumas espécies de aves são menos comuns nos campos ou nas cidades, principalmente por serem mais raras, em menor número. O caso do urutau, sua raridade advém também de outras fontes. Além de realmente não ser um ave de convício com humanos, seu hábitos noturnos e, principalmente, sua camuflagem a tornam um animal de difícil observação. Suas penas se transformam em perfeitas continuações dos galhos de árvores em que eles estão. Junto a isso, sua capacidade de ficar estático, como se fosse realmente um galho, o esconde de presas e também dos nossos olhos.

Seu canto triste, porém, é famoso, e já há muitos anos gerou lendas. Uma delas diz que o nome urutau vem do som de seu canto. Outra lenda, bastante difundida nos sertões, diz que um dia foi uma mulher que perdeu o seu amor, e por isso também lhe foi dada a alcunha de pássaro-fantasma.

Quem quiser ver de perto um urutau, além de ter que contar com muita sorte e olhos vivos, há de se seguir pelo canto, deixando que o triste assobio do pássaro, como se dissesse “foi foi foi”, o guie. Nós, por enquanto, deixamos para você duas fotos dessa ave, registradas por Luis A Florit.

urutau1 urutau2

Por Thiago Majolo

Fotos: Luis A Florit

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Novos tempos, novas propostas de vida: mas o coleiro persiste!

O famoso canto tui tui de quem já andou em campos abertos ou capinzais do Brasil não se deixa enganar: lá está um coleiro, ou também conhecido como papa-capim.

Coleiro macho 2- foto Luis Florit

Mas para além deste seu habitat natural, o coleiro também foi uma espécie que fez e ainda faz muito sucesso entre os criadores de pássaros e entre a meninada em geral. Quase todos que já tiveram uma gaiola num cantinho da casa, já tiveram um coleiro. De fácil cuidado, alimentado basicamente por alpiste, este belo pássaro costumava ser símbolo dos meninos de antigamente, naquela fase em que eles paravam de atirar em pássaros para criá-los.

É claro que o mundo mudou, que já não se admira mais menino que caça passarinho e quase nem mesmo aqueles que os criam em gaiolas. Mas a verdade é que este símbolo de passagem da vida infantil para a adulta, do menino que caçava para o adulto que cuidava, marcou muitas gerações e tinha em si um papel tão educativo quanto hoje cumpre esse papel a consciência ambiental.

Novos tempos, novas propostas de vida. Mas o coleiro persiste. E porque não lembrar então de lindo texto daquele que foi o mais talentoso cronista deste país: Rubem Braga. Quem tiver um tempinho, leia o texto dele abaixo. É delicioso e marcante como os tuís nos capinzais.  (por Thiago Majolo)

CONVERSA DE COMPRA DE PASSARINHO

          Entro na venda para comprar uns anzóis e o velho está me atendendo quando chega um menino da roça, com um burro e dois balaios de lenha. Fica ali, parado, esperando. O velho parece que não o vê, mas afinal olha as achas com desprezo e pergunta: “Quanto?” O menino hesita, coçando o calcanhar de um pé com o dedo de outro. “Quarenta”. O homem da venda não responde, vira a cara. Aperta mais os olhos miúdos para separar os anzóis pequenos que eu pedi. Eu me interesso pelo coleiro do brejo que está cantando. O velho:

– Esse coleiro é especial. Eu tinha aqui um gaturamo que era uma beleza, mas morreu ontem; é um bicho que morre à toa.

Um pescador de bigodes brancos chega-se ao balcão, murmura alguma coisa: o velho lhe serve cachaça, recebe, dá troco, volta-se para mim: “- O senhor quer chumbo também?” Compro uma chumbada, alguns metros de linha. Subitamente ele se dirige ao menino da lenha:

– Quer vinte e cinco? Pode botar lá dentro.

O menino abaixa a cabeça, calado. Pergunto:

– Quanto é o coleiro?

– Ah, esse não tenho para venda, não…

Sei que o velho esta mentindo; ele seria incapaz de ter um coleiro se não fosse para venda; miserável como é, não iria gastar alpiste e farelo em troca de cantorias. Eu me desinteresso. Peço uma cachaça. Puxo o dinheiro para pagar minhas compras. O menino murmura: “- O senhor dá trinta…?” O velho cala-se, minha nota na mão.

– Quanto é que o senhor dá pelo coleiro?

Fico calado algum tempo. Ele insiste: “- O senhor diga…” Viro a cachaça, fico apreciando o coleiro.

– Se não quer vinte e cinco vá embora, menino.

Sem responder, o menino cede. Carrega as achas de lenha para os fundos, recebe o dinheiro, monta no burro, vai-se. Foi no mato cortar pau, rachou cem achas, carregou o burro, trotou léguas até chegar aqui, levou 25 cruzeiros. Tenho vontade de vingá-lo:

– Passarinho dá muito trabalho…

O velho atende outro freguês, lentamente.

– O senhor querendo dar quinhentos cruzeiros, é seu.

Por trás dele o pescador de bigodes brancos me fez sinal para não comprar. Finjo espanto: “- Quinhentos cruzeiros?”

– Ainda a semana passada eu rejeitei seiscentos por ele. Esse coleiro é muito especial.

Completamente escravo do homem, o coleirinho põe-se a cantar, mostrando sua especialidade. Faço uma pergunta sorna: “- Foi o senhor quem pegou ele?” O homem responde: “- Não tenho tempo para pegar passarinho.”

Sei disso. Foi um menino descalço, como aquele da lenha. Quanto terá recebido esse menino desconhecido, por aquele coleiro especial?

– No Rio eu compro um papa-capim mais barato…

– Mas isso não é papa-capim. Se o senhor conhece passarinho, o senhor está vendo que coleiro é esse.

– Mas quinhentos cruzeiros?

– Quanto é que o senhor oferece?

Acendo um cigarro. Peço mais uma cachacinha. Deixo que ele atenda um freguês que compra bananas. Fico mexendo com o pedaço de chumbo. Afinal digo com voz fria, seca: “- Dou duzentos pelo coleiro, cinquenta pela gaiola.”

O velho faz um ar de absoluto desprezo. Peço meu troco, ele me dá. Quando vê que vou saindo mesmo, tem um gesto de desprendimento: “Por trezentos cruzeiros o senhor leva tudo.”

Ponho minhas coisas no bolso. Pergunto onde é que fica a casa de Simeão pescador, um zarolho. Converso um pouco com o pescador de bigodes brancos, me despeço.

– O senhor não leva o coleiro?

Seria inútil explicar-lhe que um coleiro do brejo não tem preço. Que o coleiro do brejo é, ou devia ser, um pequeno animal sagrado e livre, como aquele menino da lenha, como aquele burrinho magro e triste do menino. Que daqui a uns anos quando ele, o velho, estiver rachando lenha no inferno, o burrinho, menino e o coleiro vão entrar no Céu – trotando, assobiando e cantando de pura alegria.

(RUBEM BRAGA. Quadrante. Rio, Editora do Autor, 1962)

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Zaragateiro de Jardine

Também chamado de zaragateiro-castanho (português); cratérope Fleche (Frances); turdoide de Jardine (espanhol); braundrossling (alemão)
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Taxonomia:
Ordem Passeriformes
Timaliidae Família
Região:
Esta espécie Africano ocorre a partir de Uganda, através de Angola, Tanzânia, norte de Moçambique e Zâmbia, e na África do Sul.

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Tamanho:
Estas aves são 21-25 cm de comprimento e pesam 55-85 g.
Habitat:
O Zaragateiro de Jardim é encontrado em florestas de savana úmida, preferindo aglomerados de arbustos e matagais entre cupinzeiros. Eles também ocupam seca ribeirinha floresta, perturbado floresta com grama densa, canaviais, plantações de árvores exóticas e fazendas e jardins suburbanos.
Dieta:
Alimentam-se em grupos no chão e na vegetação rasteira, principalmente levando invertebrados como cupins, gafanhotos, besouros, mariposas e lagartas, moscas e formigas. Eles também comem sementes, frutas e néctar de plantas.

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Reprodução:
Eles são criadores de cooperação, que vivem em grupos sociais de 3-15 aves que defendem um território comum. Eles constroem um copo sujo de galhos, grama seca, caules de plantas e pecíolos de folhas revestidas com material mais fino, colocado na densa folhagem de uma árvore, arbusto, pilha de troncos, junco cama ou uma cavidade em uma árvore morta. Há a fêmea põe 2-5 ovos azuis que são incubados por todos os membros do grupo de 13-17 dias. Os filhotes são cuidados e protegidos por todos os membros do grupo e emplumam 18-21 dias após a eclosão.
Conservação:
Esta espécie tem uma gama muito grande de reprodução e é descrita como comum. A população é suspeito de ser estável na ausência de evidência para qualquer declínio atuais ou ameaças substanciais.
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