Liberdade: 244 aves presas ilegalmente voltam para a natureza

As aves foram encontradas agressivas e agitadas, mas não apresentavam dificuldade de alimentação ou problemas para voar.
Duzentos e quarenta e quatro pássaros foram soltos na tarde da quarta-feira (2) no Sertão pernambucano. As aves foram apreendidas em feiras ilegais na Região Metropolitana do Recife, como no mercado do Cordeiro, Zona Oeste da cidade.
As aves foram encontradas agressivas e agitadas, mas não apresentavam dificuldade de alimentação ou problemas para voar. Parte delas vieram de São Paulo e algumas até estavam devidamente marcadas, mas foram apreendidas pelas irregularidades nas licenças dos seus criadores.
Espécies como galha-cancã, tico-tico-rei cinza e galos de campina foram capturados e antes de serem devolvidas à natureza as aves passaram por um proceso de readaptação, conduzido pelo Ibama.
A ação é fruto de uma parceria entre a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), em parceria com a Polícia Civil de Pernambuco, a Companhia Independente de Policiamento do Meio Ambiente (Cipoma), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de São Paulo.
 Os responsáveis pelos crimes foram autuados e vão responder judicialmente, podendo pegar de seis meses a um ano de prisão, além de multas.
Fonte  Diario de pernambuco
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Príncipe saudita mata mais de 2 mil pássaros

Safári real de três semanas matou animal ameaçado de extinção

Sultan bin Abdul-Aziz Al SaudO príncipe saudita Fahd bin Sultan bin Abdul Aziz Al Saud e mais um grupo de pessoas que o acompanhava em um safári em Balochistan, no Paquistão, matou cerca de 2,1 mil pássaros da espécie Houbara Bustard, que está ameaçada de extinção, de acordo com a TV DawnNews.

A atitude do príncipe violou pesadamente os limites da autorização que a ele foi concedida pelo governo de Islamabad.

De acordo com relatório do Departamento de Florestas e da Fauna de Baluchistan, o safári da equipe ocorreu entre os dias 11 e 31 de janeiro.

Em geral, a caça desse pássaro é proibida no Paquistão como em grande parte do mundo. Porém, o governo paquistanês concede autorizações pontuais para personalidades provenientes do Oriente Médio e dos Países do Golfo Pérsico.

A Houbara Bustard é encontrada em diversos países que ficam no norte da África, na Ásia e no Oriente Médio e estima-se que existam ainda cerca de 100 mil pássaros dessa espécie no mundo.

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Justiça recebe denúncia contra suspeitos de matar pássaro afogado

Dois adolescentes de 14 anos foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) pela morte de um pássaro no mês passado, em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá. A denúncia foi recebida pela Justiça, que já realizou a primeira audiência para ouvir os dois garotos sobre o vídeo que mostra o afogamento da ave. Essas imagens teriam sido enviadas por um dos adolescentes para um grupo de um aplicativo de celular e tiveram repercussão na rede social. Em razão disso, um internauta denunciou o caso ao Ministério Público.

O vídeo mostra o afogamento da ave. Um dos adolescentes, segundo denúncia do Ministério Público, colocou a gaiola onde o pássaro estava dentro de uma piscina. Após deixar a gaiola dentro d’água por alguns minutos, o pássaro morre afogado. A internauta que fez a denúncia contou ao G1que, pelas imagens, identificou o uniforme do adolescente que estava afogando o pássaro. “Na hora que ele coloca o passarinho na água dá para ver parte da camiseta dele, que é de uma escola particular tradicional na cidade”, disse a moradora, que pediu para não ter o nome divulgado pela reportagem.

Essa moradora disse ter ficado revoltada com a cena de crueldade e decidiu denunciar o caso. “As pessoas começaram a comentar quem teria feito aquilo e comecei a juntar elementos para encaminhar ao Ministério Público. Consegui até mesmo áudios dele [adolescente] contando que ele tinha matado o passarinho”, contou. O material foi analisado pelo MP e foram identificados fortes indícios de autoria do crime.

Ela contou ainda que depois da repercussão do caso na cidade o adolescente que aparece no vídeo chegou a deixar o local e a casa onde mora havia sido pichada por manifestantes em protesto contra os maus tratos. Apesar de apenas dois garotos terem sido representados, pelo menos outros cinco teriam assistido o crime e, nesse momento, é possível pelo vídeo ouvir as risadas e gritos das pessoas que estavam ali.

Na próxima audiência que ainda será agendada devem ser ouvidas quatro testemunhas de acusação arroladas pelo promotor de Justiça, Milton Pereira, responsável pelo inquérito, além das testemunhas apresentadas pela defesa dos adolescentes.

A lei que trata de maus tratos diz que aquele que ferir, mutilar ou matar animais domésticos ou silvestres será penalizado. A pessoa é presa e ainda tem que pagar multa. Porém, esse caso é diferente, pois se trata de um menor de idade. As medidas socioeducativas que o menor está sujeito à internação, à liberdade assistida, à prestação de serviços comunitários e até medidas compatíveis com a conduta.

A Ong Universo Verde informou que a entidade recebeu vários telefonemas de pessoas informando o nome das pessoas envolvidas na morte do pássaro. “Nós vamos acompanhar de perto para que se faça realmente o cumprimento legal, porque na verdade não é o primeiro caso desse tipo que a Ong acompanha”, declarou Alzira Nogueira.

http://g1.globo.com/mato-grosso/noticia/2014/03/justica-recebe-denuncia-contra-suspeitos-de-matar-passaro-afogado.html

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Batalhão de Polícia Ambiental resgata aves de cativeiros na “Operação Pássaros Livres”

O Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) iniciou a “Operação Pássaros Livres” no fim de semana do dia 27 de julho, nas feiras livres localizadas em Maceió, capital alagoana, e outros municípios do estado.

No sábado (27), a operação resgatou 58 pássaros silvestres que se encontravam em cativeiro, nos bairros do Poço, Levada e Village Campestre II. Os transgressores fugiram ao avistar a presença da PM, mas as aves foram resgatadas e encaminhadas para o Centro de Tratamento de Animais Silvestres – CETAS, do IBAMA.

No domingo (28), a operação resgatou mais de 30 pássaros em municípios próximos a Maceió. Os pássaros também foram encaminhados para o CETAS.

O BPA pede para que a população continue denunciando a prática de crimes ambientas através do telefone 3315-4325, ou pelo disque-denúncia, 181.

Por Giovanna Santurbano

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Onze pessoas são presas em rinha com 297 pássaros em Cedro (CE)

Onze pessoas foram presas participando de uma rinha com 297 pássaros da espécie canário no município de Cedro, a 400 quilômetros de Fortaleza, no Ceará. As prisões aconteceram na manhã deste domingo (5) em um sítio, no momento em que era realizado um torneio regional de rinha com os animais. O local era investigado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A operação contou com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil. No local, também foram encontrados dois galos-campina, 30 gaiolas, 62 maletas pra transporte de animais e três troféus para serem dados aos vencedores da rinha.

O campeonato era monitorado há cerca de 2 meses pelo órgão federal, segundo Fábio Bandeira, chefe do Escritório Regional do Ibama de Iguatu. “Sabíamos da organização do campeonato há muito tempo, mas descobrimos a data exata há 15 dias”, afirma Bandeira. De acordo com o chefe do Ibama em Iguatu, cerca de 100 pessoas estavam na Chácara do Ferreira, local onde seria realizada a rinha, na hora da apreensão dos animais silvestres.

Os 11 homens, inclusive o dono do sítio, foram levados para Delegacia Regional de Icó. De acordo com o delegado, Adriano Félix, todos os presos foram autuados por maus-tratos aos animais, assinaram termos circunstanciados de ocorrência e foram liberados. A pena pode ser de detenção de um ano a seis meses e multa de R$ 500 por canário apreendido.

Os animais e os materiais apreendidos foram levados pelo Ibama e serão encaminhados para o Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Fortaleza, onde devem passar por quarentena para serem soltos em habitat natural.

Fonte: G1

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Ibama apreende Aves mantidas ilegalmente em Joinville

Responsável pelos animais foi detido e levado à Central de PolíciaEntre as aves havia uma de espécie exótica e outra ameaçada de extinção

Agentes do Ibama apreenderam cerca de 30 pássaros mantidos ilegalmente em gaiolas, na manhã desta quinta-feira, no bairro Iririú, zona Leste de Joinville. A equipe de fiscalização chegou até a casa, na rua Rodeio, após receber denúncias.

Além de espécies como canário da terra, trinca ferro, sabiá, coleiro e bico de pimenta, também foram apreendidos um curió — espécie ameaçada de extinção — e um canário peruano, que é uma espécie exótica e não pode ser introduzida no Brasil.

O responsável pelos animais foi detido e levado à Central de Polícia. Ele deverá responder por crimes envolvendo espécie da fauna em perigo de extinção, além de introdução de espécie exótica em território nacional e manutenção de aves sem legalização.

A multa por cada pássaro apreendido será de R$ 500,00, além de R$ 5 mil para o curió. Parte dos animais foi solta na Serra Dona Francisca. Algumas aves serão levadas até o Centro de Triagem do Ibama, em Florianópolis, e nunca poderão ser libertadas.

Fonte:http://anoticia.clicrbs.com.br

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Sítio cuida de animais vítimas de maus-tratos

Sítio abriga diversas espécies silvestres vítimas de maus-tratos na região

Uma área equivalente a 13,5 campos de futebol abriga diversas espécies silvestres vítimas de maus-tratos na região, onde recebem comida, água e medicamentos para se recuperarem e voltarem para a natureza. Localizado no Km 39,5 da Rodovia Prefeito Aziz Lian (SP-147), entre Holambra e Artur Nogueira, o Sítio Arurá funciona como uma clínica de reabilitação, com animais marcados pelo passado, e ao mesmo tempo presenteia os visitantes com diversidade e, claro, muitas cores.

Dentre os animais, é possível encontrar, da família do falcão, um acauã, que levou um tiro na asa esquerda. Há dois carcarás que tiveram uma das asas amputadas parcial e totalmente por linha com cerol, um gavião-carijó que é cego do olho direito por causa de uma pedrada, duas araras que se machucaram por serem mantidas presas e um lagarto que teve uma pata traseira e o rabo cortados.

Sem cicatrizes, é possível encontrar mais uma arara, cinco jabutis liderados pela Ana Carolina, um jabuti-piranga de 90 anos e 30kg, cerca de 60 periquitos australianos, cinco periquitos ingleses, codorna e aproximadamente mil roedores, dentre camundongos, ratazana mecol, ramster sírio e chinês, porquinho-da-índia, coelho anão e esquilo da Mongólia, além de galinhas, galos, perus, patos, marrecos, gansos e porcos. Três saguis também circulam pelas árvores do local, mas nem sempre podem ser vistos.

Os mais corajosos podem aproveitar para lembrar da visita posando para uma foto com uma jiboia de cerca de 1,5m de comprimento ou com um jacaré-do-papo-amarelo de apenas 60cm. Outro réptil fotogênico é o lagarto Fred.

O sítio começou como criadouro de jacarés-do-papo-amarelo há 17 anos, com 20 reprodutores. Segundo o administrador Messias de Oliveira, hoje são 40 em Artur Nogueira e 90 na cidade de Barra Mansa (RJ), onde há outra propriedade do mesmo dono, com 300 ovos encubados na região e 800 no Rio.

Com a autorização do Ibama, a carne e o couro do animal são comercializados. A venda de periquitos e roedores também é autorizada para os visitantes e para lojas de toda a região.

Rac.com.br

 

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O tráfico de animais silvestres e os criadouros da fauna brasileira

arara caninde

Uma grande parte das organizações ambientais aguarda, com certa expectativa, a nova relação de espécies silvestres que poderão ser criadas e comercializadas legalmente no Brasil. Conhecida como Lista PET, ela será publicada em breve pelo IBAMA. Esse documento já nascerá desagradando a gregos e troianos. Se for uma lista pequena ou restritiva, provocará a indignação dos atuais mantenedores de fauna no país. E se conter apenas uma única espécie já será o suficiente para revoltar os que defendem a proibição total, ou, “lista zero”.

Esse debate, coloca em lados opostos os que lutam bravamente pela conservação das espécies e os românticos adoradores de duendes, que satanizam aqueles que ousam a pensar diferente deles. Esse último grupo tem por hábito se apresentar através de manifestações pessoais carregadas de xiitíssimo fundamentalista e choramingos histéricos. Querem apenas fazer barulho e pouco ou nada tem a contribuir com um tema tão importante. Muito pelo contrário, seus argumentos são frágeis e não resistem a uma mínima avaliação séria.

Os que defendem uma “lista zero”, usam como principal argumento a associação entre os criadores comerciais de fauna e o tráfico de animais silvestres. Nada mais falso. O tráfico de animais silvestres existe desde o descobrimento do Brasil e nunca dependeu do comércio legal para existir, crescer e se manter. Ao contrário: a criação comercial legal oferece ao consumidor uma alternativa à ilegalidade. O fato de existir a possibilidade de um cidadão comprar um papagaio legalmente (o que é o desejo de muitos brasileiros) é uma grande oportunidade de se atingir os que vivem da ilegalidade. Também afirmam que o comércio legal estimula o tráfico por que existem criadores que se utilizam da fachada legal para praticar a ilicitude. De fato, existem criadores mal intencionados. Mas são poucos e precisam ser severamente combatidos. A grande maioria dos mantenedores de fauna silvestre no Brasil é formada por pessoas sérias e comprometidas com a preservação das espécies.

Os defensores da “lista zero” também argumentam que a criação comercial da fauna favorece a disseminação de zoonoses. É um argumento falacioso. A disseminação de zoonoses é resultado direto do comércio ilegal, uma vez que os animais são retirados diretamente da natureza e levados para as casas dos consumidores finais, sem passar por qualquer tipo de controle sanitário. Nos criadouros legalizados, as zoonoses praticamente não existem e os animais possuem severo controle sanitário, já que qualquer doença no plantel pode representar um enorme prejuízo financeiro e até mesmo o fechamento do criadouro em virtude da perda das suas matrizes. Também argumentam os “zeristas” que a criação comercial pode favorecer a introdução de “espécimes invasores” na natureza. Outra inverdade. A introdução de espécies exóticas na natureza ocorre e continua ocorrendo exatamente devido ao tráfico de animais silvestres. Todos os criadouros autorizados tem em seu plano de manejo um sistema de controle de fugas. Além disso, espécies criadas em cativeiro podem ser facilmente controladas com a utilização de sistemas de marcação (microchips) ou, ainda, através da comercialização de espécimes estéreis. E, ao contrário do tráfico de animais, onde as espécies são adquiridas por preços baixos, os animais adquiridos em criadouros representam um investimento por parte do comprador, que terá assim, um maior cuidado com o animal. Alegam ainda os defensores da “lista zero” que os animais mantidos em cativeiro “sofrem”. Mas se esquecem que os criadouros só comercializam espécies nascidas em seus recintos e, portanto, habituadas a essa condição. Sofrimento existe no comércio ilegal, devido aos meios cruéis utilizados na captura, transporte e venda. O sofrimento animal deve ser combatido sempre, porém deve se focar em quem o pratica, para que receba a devida punição.

Por fim, os zeristas afirmam que o comércio de animais silvestres deve ser proibido por que o IBAMA e os demais órgãos responsáveis pela fiscalização ambiental não são eficientes em seu trabalho. Aqui, se constata um enorme equívoco. A falta de estrutura de fiscalização não deve ser a razão para se proibir a criação comercial. Se assim for, deve-se proibir integralmente a pecuária no Brasil, uma vez que a criação clandestina de porcos, frangos e bois existe exatamente devido a fragilidade de fiscalização nesse setor. Se formos seguir esse raciocínio, vamos proibir todas as atividades das quais o governo tem dificuldade para fiscalizar. Ou seja, vamos fechar o país. E os defensores da “lista zero” vão além: afirmam que a criação comercial da fauna leva a uma redução ou a extinção drástica das espécies. Aqui, talvez influenciados pelos duendes que veneram, cometem um erro primaz e realmente digno de um zero. A “extinção ou redução drástica de espécies” se deve a diversos fatores, como o desmatamento ilegal, o tráfico de animais silvestres, a caça predatória, etc. A criação comercial, ao contrário, beneficia a conservação das espécies, uma vez que, além de diminuir a pressão sobre a fauna nativa, oferecendo ao consumidor animais nascidos em cativeiro, também contribui através da pesquisa (e consequentemente maior conhecimento sobre a nossa biodiversidade) e da disponibilização de espécimes para reintrodução e repovoamento em áreas já degradadas pelo ser humano.

Porém, pior do que argumentos frágeis e desprovidos de respaldo técnico e racional, é o fato de se acreditar que o debate sobre a lista de espécies autorizadas a serem comercializadas pelo IBAMA vá resolver os graves e verdadeiros problemas da nossa biodiversidade. Independente do tamanho que essa lista tiver, seja com nenhuma, poucas ou muitas espécies, nada irá mudar na postura equivocada com que o governo trata a nossa fauna silvestre. A começar pelo excesso de normas, decretos, Instruções Normativas e mais uma infindável coleção de letras mortas que só faz aumentar a burocracia e, consequentemente, facilitar a vida daqueles que, mediante extorsão, vivem de “dar um jeitinho” para o cidadão. A própria “Lista Pet” pode sofrer mudanças a qualquer momento, de acordo com uma Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e isso só aumenta a insegurança jurídica e a instabilidade em nossa política nacional de Meio Ambiente.

Aqueles que realmente se preocupam com a nossa biodiversidade, especialmente pela nossa fauna silvestre, deveriam apoiar as iniciativas que são desenvolvidas pelos criadouros comerciais, científicos e conservacionistas da fauna brasileira. São eles – em sua maioria formada por pessoas abnegadas, que investem seus próprios recursos, sem nenhum incentivo governamental – que dão a verdadeira contribuição para a conservação das nossas espécies nativas. Quem deve ser combatido é o meliante, aquele que vive de explorar ilegalmente os nossos recursos naturais. E bons exemplos para se apoiar a criação comercial não faltam.

No Pantanal brasileiro, até bem pouco tempo atrás, a caça predatória do jacaré (Caiman yacare) era o maior risco sobre esse animal. E foi graças à criação comercial dessa espécie, que essa ameaça se dissipou. Hoje, 51 fazendas pantaneiras criam e exportam a carne e o couro do jacaré manejados em cativeiro. Com isso, o nosso país se tornou o segundo maior exportador mundial, atrás apenas da Colômbia. O resultado: as populações de jacarés na natureza hoje estão livres da ameaça de extinção. E mais, em algumas regiões já está existindo até mesmo excesso de população crocodiliana. O antigo caçador hoje vive legalmente, empregos foram gerados e a economia pantaneira foi potencializada com essa atividade, resultando em conservação da espécie em vida livre. Deve-se lembrar também que só está sendo possível recuperar a população de micos-leões-dourados (Leontopithecus rosalia) graças à manutenção dos exemplares que estavam em cativeiro, mantidos por criadores conservacionistas e zoológicos. Se não fossem eles, essa espécie já estaria extinta na natureza, assim como ocorreu com a Ararinha azul (Cyanopsitta spixii). Muitos outros bons exemplos existem, como o caso do Pirarucu amazônico, uma espécie também ameaçada. Devido à implantação de projetos destinados a criação, manejo e uso sustentável do Pirarucu, muitas comunidades ribeirinhas tem conseguido aumentar a sua renda e diminuir a pressão sobre essa espécie. Fechar os olhos para essa realidade e desacreditar a criação de espécies silvestres é contribuir para a perpetuação da ilegalidade, da hipocrisia e do pensamento medieval da “intocabilidade ambiental”, que tantos prejuízos econômicos e sociais já provocam em nosso país.

A decisão de possuir ou se alimentar de um animal silvestre deve ser uma opção baseada em princípios pessoais e jamais deve embasar uma política de Estado, pois a realidade brasileira não é a realidade de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Brasília. O Brasil é diverso e essa diversidade precisa ser respeitada. Opiniões pessoais, ideologias e princípios religiosos merecem todo o respeito, porém, jamais devem ser argumentos para a construção de uma efetiva, concreta e eficaz politica nacional de conservação da biodiversidade.

Eu, por exemplo, não acredito em duendes, mas torço para que eles existam e possam ser vendidos legalmente, assim poderei ter a opção de comprar um, antes que eles entrem em extinção.

Estadão

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Trinta e nove pássaros silvestres são resgatados de cativeiro em Umuarama

aves silvestresTrinta e nove aves silvestres foram apreendidas pela Polícia Militar Ambiental na tarde de domingo (27) em Umuarama (a 172km de Maringá). Os pássaros eram mantidos em cativeiro em uma residência no bairro Primeiro de Maio. Os policiais chegaram até o endereço por meio de denúncias e lá encontraram aves de diversas espécies nativas entre elas  cardeais, pássaros-pretos, azulões, pintassilgos e coleirinhas. Segundo a Polícia Militar, um laudo médico veterinário apontou que alguns dos animais sofreram maus tratos. Um filhote de pássaro-preto, por exemplo, apresentava ferimentos na perna prossivelmente causados pela colocação forçada da anilha, na tentativa de regularizar a posse da ave. O infrator responderá criminalmente por manter espécies da fauna em cativeiro sem autorização e pela prática de maus tratos contra animais, crimes previstos na Lei Federal. Ele também poderá ser multado em R$ 500,00 por ave lavrada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). odiario.com

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