Cabras podem causar extinção da ararinha-azul, diz coordenador de projeto

 

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“O fator mais importante foi o tráfico de animais”, diz Ugo Vercillo, do Projeto Ararinha na Natureza. “A ararinha é pequena, bonita e domesticável. Isso a torna atraente à venda ilegal [proibida por lei]”.

Além disso, as ações humanas causaram alterações no ecossistema (ambiente) do animal. Vercillo cita a barragem do rio São Francisco, que foi interrompido para a construção de uma usina hidrelétrica em Sobradinho, na Bahia. Segundo ele, apesar de não haver comprovação científica, isso pode ter causado alterações significativas no ecossistema da ave.

“As ararinhas faziam ninhos e se protegiam na árvore Caraibeira. Com essa mudança, a quantidade de Caraibeiras diminuiu”, explica.

Outo inimigo da ararinha, de acordo com Vercillo, e a cabra, que também leva culpa por alterar a caatinga.

Muitas famílias que moram na região deixam as cabras soltas. “Elas comem tudo. Se bobear, comem até roupa”!

O projeto, portanto, tem outros desafios, alem da reprodução de aves. É preciso criar uma reserva ambiental na Caatinga — e descobrir um jeito de não deixar as cabras soltas por lá.

 

 

http://www1.folha.uol.com.br

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Australiano alega ter encontrado pássaro extinto

John Young, um naturalista australiano que se descreve como detetive da vida selvagem, alega ter capturado imagens de um pássaro extinto, que não era visto há mais de um século. Na semana passada, o naturalista mostrou as gravações e  diversas imagens a um grupo de especialistas, que se animaram com o anúncio. A ave, da espécie Pezoporus occidentalis, nunca foi fotografada e os únicos indícios de sua existência foram dois pássaros encontrados em 1990 e 2006.

Especialistas da ornitologia se mostraram fervorosos com o registro de Young. O ecologista Steve Murphy afirmou à ABC News que a descoberta é uma certeza, já que o naturalista tem fotografias e vídeos, além de penas.

A espécie, considerada extinta, foi dizimada durante o século 19 por gatos e raposas invasores, fazendo com que a espécie despencasse e deixasse os registros científicos até 1990, quando um pássaro da espécie foi encontrado morto em Queensland, na Austrália. Muitos cientistas e naturalistas se aventuraram no país para tentar confirmar a existência da ave, que hoje é considerada um mistério do mundo.

Ilustração da especie

por Giovanna Santurbano
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Pássaros revelam à ciência mistérios do aprendizado da fala

Cientistas acreditam que aves e humanos compartilhem processos de assimilação

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Meses após começarem a assimilar a linguagem, bebês começam a falar. Inicialmente eles balbuciam a mesma sílaba (“dá-dá”) ou sílabas em sequência (“dá-do-do-dá”). O que eles estão tentando fazer? E por que demoram tanto para começar a falar?

Compreensões desses mistérios estão vindo de uma fonte surpreendente: pássaros canoros.

Pesquisadores da linguagem infantil e peritos em canto de pássaros uniram-se em um estudo que sugere que aprender as transições entre as sílabas – do “dá” para o “do” e do “do” para o “dá” – são o obstáculo crucial entre balbuciar e falar.

– Descobrimos que o balbuciar não se resume a aprender sons, mas também as transições entre os sons – afirmou a principal autora, Dina Lipkind, pesquisadora de Psicologia do Hunter College, em Nova York.

Os resultados oferecem um insight em relação à aquisição da linguagem e podem ajudar a esclarecer alguns distúrbios da fala humana. O curioso é que, inicialmente, os cientistas responsáveis pelos achados não estavam estudando crianças, mas pássaros.

– Nunca pensei que iríamos aprender algo sobre a fala humana – afirmou Ofer Tchernichovski, pesquisador de canto de pássaros da instituição nova-iorquina.

Ele e Dina estavam ensinando jovens pássaros, vivendo em caixas à prova de som, a trocar a ordem das sílabas de suas canções. O canto dos pássaros é composto por sílabas sonoras distintas semelhantes à fala humana. Os pesquisadores reproduziram a canção de um pássaro adulto macho para ensinar aos pássaros jovens uma música, depois ensinaram outra composição com as mesmas sílabas numa ordem diferente.

Os pássaros somente aprendiam a música nova depois de um grande esforço – treinando milhares de vezes por dia durante semanas. A dificuldade sugeria que o bloqueio estava no aprendizado das transições.

Tchernichovski e Gary Marcus, que estudam o aprendizado da linguagem infantil na Universidade de Nova York, discutiram os resultados. Será que a dificuldade em dominar as transições nos pássaros canoros também é válida para crianças humanas?

Ao analisar um conjunto de gravações de balbucios, eles descobriram que quando um neném introduz uma nova sílaba ao repertório, primeiro tenta repeti-la (“bê-bê-bê–). Depois, a exemplo dos pássaros, começa a acrescentá-la ao início ou ao fim de sequências de sílabas (“bê-bá-bá– ou “bá-bá-bê–), terminando por intercalá-la entre outras sílabas (“bá-bê-bá–).

As constatações poderiam ajudar a explicar por que as crianças continuam a balbuciar mesmo após começar a compreender a fala, tornando a lacuna entre compreensão e fala um pouco menos misteriosa.

– O resultado muda nossa perspectiva sobre o que as crianças estão fazendo ao balbuciar – disse Marcus.

O estudo deve reanimar um debate delicado: será mesmo possível aprender sobre a fala a partir do canto dos pássaros?

Em termos evolutivos, pássaros e humanos são distantes, e os pássaros empregam o canto de um jeito diferente do que utilizamos na fala. Porém, nos últimos anos, cientistas constataram vários paralelos surpreendentes.

Sarah Woolley, pesquisadora de pássaros canoros da Universidade Columbia que não fez parte da equipe de estudo, concordou que os vínculos são intrigantes.

– Ninguém está afirmando que o canto dos pássaros é um tipo de fala, mas existem vários paralelos. Temos essa oportunidade de criar modelos sobre aprendizado vocal, testando como as regras funcionam com pássaros e fazendo predições de como os humanos aprendem.

Há quem questione se os pássaros canoros podem realmente nos dizer alguma coisa importante sobre a fala humana.

– A grande diferença entre o canto dos pássaros e a fala é que esta acaba por ter significado – ressalva Marilyn Vihman, linguista da Universidade de York, Inglaterra, ecoando os sentimentos de outros especialistas.

Mesmo assim, os pesquisadores do canto de pássaros têm esperanças de que sua intuição, no fim das contas, esteja certa.

Cantando juntos: há paralelos entre a vocalização dos pássaros e a fala nos humanos

COMPORTAMENTO

Pássaros e humanos enfileiram “sílabas” em frases, “balbuciam” durante um período crítico do aprendizado e são “alunos vocais” – enquanto os pássaros aprendem a cantar com um pássaro tutor, as crianças aprendem a falar com os pais.

NEUROLOGIA

Pássaros e humanos parecem dividir estruturas cerebrais cruciais para a canção e a fala.

GENÉTICA

Pássaros e humanos compartilham elementos como o gene FOXP2, que causou grande impacto uma década atrás quando foi identificado como o responsável por um distúrbio da fala misterioso de uma família humana.

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Novidade no céu da Amazônia

Pesquisadores descrevem 15 novas espécies de aves amazônicas em livro especializado. Os achados revelam a importância de testes genéticos na descoberta de espécies e alertam para a necessidade de mudanças nas políticas de preservação.cyanocorax_hafferi-dante_buzzetti

Ainda que concentre cerca de 1.800 espécies de aves já descritas, a floresta amazônica é sempre fonte de novidades. Prova disso são as 15 novas aves descritas em volume especial do Handbook of the birds of the world (Manual de aves do mundo, em tradução livre), livro adotado como fonte de consulta por ornitólogos profissionais e amadores e que será lançado em meados deste mês.

A ideia de reunir as espécies em uma única publicação partiu dos ornitólogos Bret Whitney, do Museu de Ciência Natural da Universidade Estadual da Louisiana, nos Estados Unidos, e Mário Cohn-Haft, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. Para o zoólogo Alexandre Aleixo, do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), em Belém, a iniciativa representa uma economia importante de tempo. “Publicar isso tudo em artigos separados demoraria muito. Bret entrou primeiramente em contato com os editores do livro e chamou outros colegas, entre eles eu e meus alunos, para reunirmos as descobertas”, conta.

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O volume contará com a descrição detalhada da morfologia externa das aves, informações sobre o canto de cada uma delas e mapas que apontam suas distribuições geográficas. Além do MPEG e do Inpa, a publicação traz pesquisas feitas nos museus de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP) e de Ciência Natural da Universidade Estadual da Louisiana. Das 15 espécies, 11 são endêmicas do Brasil e quatro também são encontradas na Bolívia e no Peru.

Algumas espécies levaram mais de dez anos para serem descritas e, durante a coleta de dados, os pesquisadores enfrentaram situações inesperadas. Uma delas aconteceu na Floresta Nacional de Altamira, no sul do Pará, onde os cientistas encontraram um garimpo ilegal em funcionamento e precisaram de escolta do Exército para explorar a floresta em segurança. “A tensão de trabalhar num lugar desses é grande e não teríamos conseguido sem o Exército”, lembra Aleixo.

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Com ajuda da genética

Durante a busca por novas espécies de aves, os pesquisadores observaram características como canto e plumagem. No entanto, grande parte dos estudos que originaram as 15 novas descrições incluiu também a análise do genoma das aves. “Testes genéticos nos permitem diferenciar variedades ou subespécies de uma espécie realmente inédita”, diz o zoólogo.

Para fazer os testes genéticos, os pesquisadores coletaram penas, sangue ou pedaços de tecidos como músculo, fígado e coração. “Algumas vezes, foi necessário sacrificar exemplares, o que é permitido por lei em caso de pesquisas e inclusive mandatório para uma descrição científica de alta qualidade”, explica. Os tecidos coletados e os espécimes sacrificados foram depositados nas maiores coleções biológicas nacionais, pertencentes ao Inpa, MPEG e MZ-USP.

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Em seguida, partes específicas do DNA foram extraídas e sequenciadas em laboratórios dessas próprias instituições, sendo possível reconstruir a genealogia das espécies a partir de bancos de dados genéticos. Apesar de ser um recurso importante, Aleixo conta que nem todos os pesquisadores em zoologia recorrem ao estudo do genoma. “Muitos zoólogos não coletam material genético porque acham que isso é atribuição dos geneticistas, o que é uma visão míope da coisa.”

De todo modo, a análise genética vem sendo cada vez mais usada na busca por novas espécies, ampliando o conhecimento dos cientistas sobre a biodiversidade da Amazônia. “Se 15 novas espécies de aves são descritas em pleno século 21, o que diremos de grupos menos conhecidos como os invertebrados?”, diz o zoólogo. “Precisamos melhorar esse conhecimento, sob pena de não desenvolvermos boas políticas de conservação.”

Saber preservar

Além de expandir o conhecimento, a descoberta das aves alerta para a necessidade de novas estratégias de conservação. Segundo Aleixo, duas das espécies descritas são endêmicas de uma região conhecida como arco do desmatamento, entre o sul do Pará e o norte do Mato Grosso, e, recém-descobertas, podem já estar ameaçadas de extinção. “Análises prévias indicam que pelo menos uma delas deve entrar para a lista de espécies ameaçadas”, comenta.

O pesquisador alerta que todas as 15 espécies são endêmicas de setores ou microssetores da Amazônia. “A estratégia de conservação deve focar em processos e situações mais locais, em vez de ‘soluções únicas’ para todo o bioma”, diz. “Não adianta dividir a Amazônia em regiões de desenvolvimento e regiões de conservação e advogar que isso seja estratégia. As áreas de desenvolvimento abrigam espécies endêmicas e também precisam ser preservadas.”

Outro agravante está na presença de hidrelétricas nas áreas habitadas por todas as 15 novas espécies. Distribuídas pelas proximidades dos rios Madeira – onde ficam as hidrelétricas Santo Antônio e Jirau –, Tapajós – onde a São Luiz está sendo construída – e Xingu – onde fica Belo Monte, também em construção –, as aves precisarão de políticas de conservação que atuem diretamente nos arredores desses empreendimentos.

Aleixo acrescenta que a construção de hidrelétricas deverá vir acompanhada de programas eficazes que monitorem a presença dessas aves no local. “Não adianta fiscalizar setores remotos e ainda não impactados da Amazônia”, explica. “As novas espécies revelam que não se pode mais jogar a sujeira para debaixo do tapete, sob pena de perdemos espécies que ainda nem foram descritas.”

Mariana Rocha
Ciência Hoje/ RJ

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Aquasis ajuda a preservar pássaros da fauna do Ceará

A Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis) desenvolve o Programa de Conservação de Aves Ameaçadas e ajuda na preservação de pássaros da fauna brasileira na cidade de Guaramiranga, interior do estado do Ceará. A ONG começou a trabalhar com a preservação da fauna marinha e, com o passar dos anos, adotou como causa a preservação de aves da fauna brasileira.

Duas espécies de pássaros estão sendo preservadas graças ao trabalho da Aquasis. Uma das espécies é o Soldadinho-do-Araripe, exclusivo da mata cearense, habitante das encostas da Chapada do Araripe. A outra espécie é o Periquito-Cara-Suja, encontrado apenas na região do Maciço de Baturité.

O pior inimigo para as espécies é o homem, mas a ONG vem trabalhando juntamente com a população para a preservação das espécies e os moradores de Guaramiranga reconhecem que o trabalho é satisfatório e vem obtendo bons resultados para tratar e manter vivas as espécies.

Francisco Cauby foi o primeiro voluntário do projeto da Aquasis e, atualmente, cuida de 20 pássaros. O caseiro do Sítio Roda D’água diz que as pessoas tentam adquirir pássaros de maneira irregular, mas sempre está conscientizando as pessoas sobre o assunto.

Por Giovanna Santurbano

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Pássaros experimentam a música como nós, demonstra estudo

pardal garganta brancaSarah Earp, graduanda da Emory University, chefiou o estudo dos cérebros de pardais-de-garganta-branca ouvindo  canto de pássaros. Os resultados mostraram que o cérebro dos pássaros responderam de maneira similar a como o cérebro humano reage à música.

“Nós descobrimos que o mesmo sistema neural de recompensa está ativo em pássaros fêmeas no período de procriação quando escutam o canto de pássaros do sexo masculino e em pessoas que escutam música que gostam”, disse Earp num comunicado de imprensa.

Pássaros machos no período de procriação não acham o canto de pássaros macho tão atraente. Quando eles o escutam, seus cérebros respondem como cérebros humanos respondem à música de filme de terror.

Esse foi o primeiro estudo a usar a imagem cerebral dos ouvintes para comparar o canto dos pássaros com a música humana.

“A maioria das tentativas de comparar os dois centraram-se na qualidade do som, como melodia e ritmo”, Earp Explica.

Earp aponta que um problema ao tentar comparar o cérebro de pássaros com o de humanos é que eles são muito diferentes. Algumas partes do cérebro humano que correspondem à música nem existem nos pássaros.

No entanto, eles são semelhantes o suficiente para os pesquisadores verem que eles reagem à música quase da mesma maneira.

“Tanto o canto dos pássaros e a música produz respostas não apenas em regiões cerebrais associadas diretamente à recompensa, mas também em regiões interconectadas que servem para regular emoções”, afirma Earp.

O estudo foi publicado no jornal Frontiers no Evolutionary Neuroscience, dia 28 de novembro.

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Cantos de pássaros no seu celular

O site Passaros.com lançou uma aplicação em português gratuita para celulares com sistema operacional Android, com os cantos e fotos dos pássaros mais famosos do Brasil.

Este aplicativo é útil para todas as idades para personalizar o som do celular: se você gostar pode definir como ringtones (a campainha do seu telefone) ou para compartilhar com sua família e amigos.

Imagens do aplicativo

    
Nosso aplicativo tem 10 sons diferentes:
Azulão
Bicudo
Canario da Terra
Curio
Currupião
Pinta Silva
Rouxinol
Sabia
Tico-Tico
Trinca Ferro

Baixe o aplicativo diretamente em seu celular!

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Pássaros foram acidente evolutivo? Penas teriam surgido nos dinossauros para exibição

Pesquisadores do Canadá descobriram evidências de penas em fósseis de um dinossauro jovem e dois adultos de Ornithomimus, uma espécie dentro do grupo dos ornitomimos. Essa descoberta sugere que a plumagem dos pássaros modernos originalmente evoluiu nos dinossauros, para motivo de exibição, e não voo.

Os fósseis de 75 milhões de anos foram encontrados ao sul de Alberta (Canadá). Enquanto os cientistas pensavam que os ornitomimos fossem animais rápidos e sem pelo, a descoberta inédita sugere que todos os dinossauros com aparência de avestruz tinham penas.

Os espécimes coletados revelam que os dinossauros tinham apenas uma base de penas no corpo ao longo da sua vida, enquanto os mais velhos desenvolviam penas em seus braços, que se aproximavam de asas.

Porém, os animais eram grandes demais para voar, então os pesquisadores acreditam que a plumagem poderia ter sido utilizada para atrair um companheiro (exibição) ou na proteção de ovos durante a incubação.

“Esse padrão difere do observado em aves, no qual as asas geralmente se desenvolvem muito cedo, logo após a eclosão do ovo”, disse Darla Zelenitsky, principal pesquisadora do estudo.

“O fato de que membros parecidos com asas se desenvolviam em indivíduos mais maduros sugere que as penas eram usadas apenas mais tarde na vida, talvez associadas a comportamentos reprodutivos, como exibição ou no cuidado com a ninhada”, explica o paleontólogo Francois Therrien.

Dinossauros e penas

Essa não é a primeira vez que um dinossauro com penas é encontrado. Já faz um tempo que essas descobertas têm levado cientistas a estudar a relação dos dinossauros com as aves modernas por causa de semelhanças evolutivas.

Os novos fósseis foram os primeiros espécimes de dinossauros com penas encontrados na América do Norte. Outros já foram descobertos quase que exclusivamente em rochas na China e na Alemanha.

Por exemplo, o maior dinossauro com penas já registrado foi encontrado no noroeste da China. A datação estima que pertença ao período Cretáceo, há 125 milhões de anos, quando os dinossauros viviam seu apogeu. A espécie foi nomeada Yutyrannus huali, uma combinação de latim e de mandarim que significa “belo tirano com penas”.

Esse dinossauro também era grande demais para voar e suas penas eram moles demais para permitir que sequer saísse do chão, o que levanta a hipótese de que elas estariam lá apenas para aquecer o animal, já que a Era do Cretáceo foi um período relativamente frio. Outros sugeriram que as penas serviam apenas para exibição, como os pássaros modernos as usam hoje para objetivos reprodutivos.

A tese que os dinossauros tinham penas para exibição é apoiada pelos oviráptors que viveram no período Cretáceo cerca de 75 milhões de anos atrás, e que tinham caudas excepcionalmente compactas e flexíveis, que, combinadas com um leque de penas anexado ao final da cauda, teriam permitido que o dinossauro fizesse um show similar ao de um pavão moderno.

Dinossauros de quatro asas com penas, fósseis de penas de dinossauro coloridas e umfóssil de dinossauro com uma espécie de corcova, que pode indicar a presença de um primitivo folículo de penas, são algumas outras descobertas que também indicam que os dinossauros podem ser parentes evolutivos dos pássaros modernos.[DailyMail]

http://hypescience.com

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Pássaros da cidade modificam comportamento de defesa

Criar tácticas para enfrentar predadores é crucial para que os pássaros se adaptem

Os pássaros que habitam as cidades modificam, progressivamente, o seu comportamento de defesa face aos predadores. Esta é conclusão de um estudo, agora publicado na «Animal Behaviour», que envolveu a análise do comportamento de 1132 indivíduos de 15 espécies de aves de diferentes zonas rurais e urbanas.

Quando capturadas, “as aves da cidade são menos agressivas, produzem gritos de alarme mais frequentemente, ficam mais paralisadas em frente a um predador e perdem mais facilmente as penas” do que as suas congéneres que vivem no campo, explica Juan Diego Ibáñez-Álamo, investigador da Universidade de Granada (Espanha), e autor deste estudo, juntamente com Anders Pape Møller (França).

As aves da cidade alteraram a sua conduta para se adaptarem às ameaças com que se deparam nas cidades, como os gatos domésticos, os seus principais predadores nas zonas urbanas.

A diferença entre as aves urbanas e rurais da mesma espécie vai crescendo com o tempo. As estratégias das aves da cidade, que vão aumentando em todo o mundo, evoluem progressivamente.

A análise deste comportamento é essencial para se perceber a adaptação destas aves a um meio que se torna cada vez mais familiar para elas. A criação de tácticas para fazer frente aos seus predadores é crucial para que os pássaros se consigam adaptar.

Os pássaros têm de modificar o seu comportamento para poderem sobreviver nas cidades, senão podiam extinguir-se devido ao crescimento urbano”, refere ainda Ibáñez-Álamo.

CienciaHoje

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