Albatroz Gigante

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Os juvenis deixam o ninho com plumagem quase totalmente marrom, que vai clareando com a idade. Os machos tendem a tornar-se mais brancos que as fêmeas. Machos pesam entre 8,19 e 11,9 kg. Fêmeas entre 6,35 e 8,71 kg. A envergadura dos machos é maior que das fêmeas. É provável que alguns indivíduos ultrapassem os 50 anos de idade.

Habitat – pelágico (mar aberto, longe da costa), acidentalmente ocorre nas costas
Ocorrência – litoral sul do Brasil
Hábitos – os jovens permanecem no oceano por cinco anos antes de retornar à sua colônia natal, exibindo alto grau de filopatria. Cerca de 50% dos jovens sobrevivem até essa idade, enquanto adultos entre têm uma expectativa anual de sobrevivência de 94%. Durante o verão as fêmeas utilizam a margem da plataforma continental da América do Sul (norte até c. 32°S) e os machos as águas fora da Península Antártica; durante o inverno os machos se juntam às fêmeas. As viagens de alimentação para as águas do norte da Argentina e sul do Brasil cobrem mais de 9.500 km e duram c. 15 dias. A espécie realiza movimentos de grande escala, e indivíduos que nidificam no Atlântico parecem realizar uma migração circumpolar para leste que os leva à costa sul da Austrália e através do Pacífico antes de retornarem às colônias de reprodução nas ilhas subantárticas do grupo das South Georgias. Aves anilhadas desta população tem sido recapturadas na costa sul do Brasil (notadamente por espinheleiros operando fora do Rio Grande do Sul e Santa Catarina), África do Sul e sul da Austrália e Nova Zelândia.
Alimentação – pequenos animais, principalmente moluscos e crustáceos. Segue navios para apanhar detritos. Capturam presas principalmente na superfície, tendo limitada capacidade de submergir. Alimentam-se principalmente de lulas e peixes que podem ser obtidos como descartes da pesca ou corpos flutuantes após a desova. Os albatrozes também consomem carniça (como mamíferos marinhos mortos), tunicados, águas-vivas e crustáceos. A maior parte do alimento é obtida durante o dia, embora haja algum forrageamento noturno. A predisposição da espécie em consumir presas mortas faz com que se associe a barcos pesqueiros para aproveitar descartes, sendo bastante agressiva ao disputar restos com outras aves.
Reprodução – machos e fêmeas começam a se reproduzir com cerca de 11 anos. A idade de primeira reprodução tem decrescido em populações sofrendo redução devido à mortalidade causada pela pesca. No Atlântico nidifica no arquipélago das South Georgias (c. 2.000 pares reprodutivos/ano), especialmente Bird Island (60% da população do arquipélago). A população que nidificava nas ilhas Falklands (Malvinas) se extinguiu em 1959 devido à pressão humana. For a do Atlântico há colônias nas ilhas Crozet, Kerguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie.No Oceano Índico há populações reprodutivas nas ilhas Crozet, Herguelen, Marion, Prince Edward e Macquarie. Nidifica em colônias dispersas, as posturas sendo realizadas entre dezembro e fevereiro. A incubação dura 11 semanas, sendo dividida entre os pais. O

único filhote leva 40 semanas para deixar o ninho, o que ocorre entre novembro e fevereiro. O longo período reprodutivo (55 semanas) faz com que essa espécie se reproduza apenas bi-anualmente. Casais bem sucedidos podem retornar à colônia apenas após 3-4 anos.

Ameaças – a pesca com espinhéis (espinheleiros) e a poluição contribuem para a diminuição da população. A espécie é considerada globalmente vulnerável.

 

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